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Rotam prende cinco membros de facção com cerca de 30 quilos de drogas em Lucas do Rio Verde

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MATO GROSSO

Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam cinco membros de uma facção criminosa, com idades entre 21 e 27 anos, por associação para tráfico de drogas, nesta quinta-feira (16.01), em Lucas do Rio Verde.

Com a quadrilha, foram apreendidos cerca de 30 quilos de drogas como maconha e pasta base.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Rotam estava em patrulhamento noturno no bairro Primaveras e encontrou um homem, que estava deixando uma casa e retornou correndo de volta ao ver as viaturas policiais.

Diante da suspeita, os policiais iniciaram acompanhamento e conseguiram deter o suspeito dentro do imóvel, onde flagraram mais três homens embalando várias porções de entorpecentes para a venda.

Questionados sobre o material encontrado, os criminosos afirmaram que iriam fazer a distribuição das drogas em bocas de fumo da região. Os suspeitos também disseram ser membros de uma facção criminosa e que os entorpecentes seriam de responsabilidade de um quinto homem.

Com as informações cedidas pelos detidos, a Rotam se deslocou até a residência do quinto suspeito e realizou a abordagem dele. Dentro de sua casa, os policiais apreenderam mais porções de drogas e munições de calibre .9mm. Para os militares, o homem informou a localidade de um depósito dos entorpecentes da facção, na zona rural da cidade.

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No local informado, foram encontrados 25 tabletes de maconha e dois tabletes de pasta base de cocaína, além de mais porções dos entorpecentes, uma balança de precisão e outros materiais utilizados no tráfico. As drogas estavam escondidas dentro de um tambor de plástico.

Os cinco suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos, com toda a droga apreendida, para a delegacia da cidade para o registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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