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MATO GROSSO

Rotam apreende 19 tabletes de entorpecentes e prende suspeito por tráfico em Aripuanã

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MATO GROSSO

Policiais militares do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) apreenderam, na madrugada desta quinta-feira (19.3), 19 tabletes de entorpecentes e prenderam um homem, de 25 anos, por tráfico ilícito de drogas, em Aripuanã (1.001 km de Cuiabá). O suspeito já possui diversas passagens criminais como estelionato, lesão corporal, furto e apropriação indébita.

Durante patrulhamento tático na Operação Tolerância Zero, as equipes realizaram abordagem do indivíduo que conduzia um veículo Renault Sandero, em um trecho da MT-208, aproximadamente cinco quilômetros do município.

Ao ser questionado sobre sua origem e destino, o homem informou que vinha de Cuiabá e transportava carregadores de celular, mas não soube dizer a quem seriam entregues. Durante o interrogatório, apresentou nervosismo e forneceu informações contraditórias.

Diante da situação, em busca veicular, os policiais militares encontraram uma caixa de papelão contendo 17 tabletes de substância análogas à maconha, dois tabletes de pasta base de cocaína e outras 794 porções de cocaína. O suspeito confessou que havia combinado de deixar a carga em uma placa na entrada do município.

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Os policiais militares da Força Tática foram acionados para se deslocarem até o ponto relatado pelo suspeito. No local, as equipes se depararam com duas pessoas, que aparentavam ser um homem e uma mulher. Durante tentativa de abordagem, um deles efetuou disparos de arma de fogo contra os militares, que revidaram à injusta agressão.

A dupla correu para uma região de mata, abandonando uma motocicleta e um aparelho celular. As equipes mantêm buscas pelos suspeitos na região. O homem detido, junto do material apreendido, foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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