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Reeducando consegue emprego e envia agradecimento à juíza e policial por oportunidades recebidas

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MATO GROSSO

Um reeducando de Mirassol d’Oeste gravou e enviou uma mensagem de agradecimento à juíza da Vara de Execução Penal de Mirassol d’Oeste, Sabrina Galdino, e ao policial penal, Lindomar de Almeida Coutinho Lira, pela oportunidade de trabalho recebida durante o cumprimento de sua pena na Cadeia Pública de Mirassol d’Oeste.
 
O jovem, que progrediu para o regime semiaberto e hoje trabalha em uma fazenda no município, agradeceu em vídeo aos dois por terem sido fundamentais no processo de ressocialização e mudança de vida, enquanto cumpria pena no regime fechado na unidade prisional.
 
“Eu era um preso que aprontava muito. O seu Lira sabe. E eu mando esse vídeo como forma de agradecimento pela oportunidade que eles me deram de um dia virar uma pessoa de verdade, porque antes nem eu sei o que era. O seu Lira depositou sua confiança em mim e hoje eu estou aqui, com meu emprego de carteira assinada em uma fazenda.”
 
O jovem também agradeceu à magistrada e pediu pela continuidade de projetos nas unidades prisionais, para que mais pessoas possam aproveitar outra chance. “Eu queria agradecer à juíza por apoiar esse projeto e essa oportunidade dos reeducandos poderem trabalhar. Isso não pode acabar. Agradeço também a todos que acreditaram em mim. Hoje eu dou valor à minha vida, graças à oportunidade que eu tive lá atrás.”
 
A juíza da Vara de Execução Penal de Mirassol d’Oeste, Sabrina Galdino, afirma que se sentiu extremamente feliz com o agradecimento. “São vidas retiradas do crime e reinseridas na sociedade, como o depoimento desse rapaz, que nos dão mais força pra continuar com o trabalho. É uma batalha árdua, mas que vale muito a pena. Sempre que a gente tem o resultado positivo, de uma vida que seja, isso vale muito pra nós.”
 
O policial penal Lindomar de Almeida Coutinho Lira, que era o diretor da Cadeia Pública de Mirassol d’Oeste durante o cumprimento da pena do reeducando, afirma que por meio do trabalho conjunto entre Judiciário, Ministério Público, Conselho da Comunidade e Poderes Municipais foi possível à época realizar uma parceria com a prefeitura de Mirassol d’Oeste para contratação de 12 recuperandos. O policial salienta que foi justamente essa oportunidade que ajudou na transformação do jovem, a partir do trabalho.
 
“Ouvindo o agradecimento dele a sensação que a gente tem é a de dever cumprido. O nosso objetivo é esse mesmo, tirar as pessoas do mundo do crime. Então eu me sinto muito grato por ouvir essas palavras. Assim como ele, muitos outros também estão trabalhando e levam a vida de forma digna”, destaca o ex-diretor da Cadeia Pública do município.
 
A magistrada Sabrina Galdino ressalta que é muito importante ter dentro da unidade prisional diversas políticas e atividades para reinserção social. Ela conta que hoje, em parceria com a Prefeitura Municpal, 36 reeducandos são remunerados para trabalharem extramuro todos os dias nas ruas do município. Segundo a juíza, dentro da cadeia pública também há uma fábrica de blocos de concreto (bloquetes) em parceria com a prefeitura, que visa a produção de blocos para asfaltamento da cidade.
 
“Além dessas parcerias, nós temos uma horta hidropônica bem grande, em que são doados aproximadamente 800 pés de alface para comunidade, como hospitais, lares institucionais de idosos e lares de crianças e também temos outros projetos de artesanato.”
 
A cadeia de Mirassol d’Oeste possui biblioteca para leitura dos reeducandos (e remição da pena pela leitura), salas de aula para formação educacional (e remição pelo ensino) e sala de videoconferência, onde são ministrados cursos à distância. A instituição penitenciária também oferece cursos profissionalizantes presenciais em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
 
Inauguração do Escritório Social – Mirassol d’Oeste será o segundo município do interior de Mato Grosso a ter o Escritório Social em funcionamento. A ferramenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma importante aliada no apoio e acolhimento às pessoas egressas e pregressas do sistema prisional e seus familiares. A data prevista para inauguração e início das atividades do Escritório Social é dia 09 de setembro.
 
O município foi o primeiro do Estado a criar o Fundo Penitenciário Municipal, uma importante conquista para Mato Grosso. Somente os municípios que tiverem o fundo criado poderão receber em 2022 recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para execução de estratégias e ações de construção e ampliação dos estabelecimentos penais, assim como para a garantia do tratamento penal com as políticas públicas de assistências penitenciárias.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ MT

Auditores do TCU conhecem ações do Judiciário mato-grossense no combate à violência doméstica

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A imagem mostra a sala de reunião do Espaço Memória, no TJMT. Nove pessoas estão sentadas em volta da mesa. Olhando atentamente para o telão que não aparece na foto. As várias frentes de trabalho realizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), foram apresentadas a dois representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) durante visita técnica ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O encontro, realizado na tarde desta quarta-feira (5), integra uma auditoria operacional nacional conduzida em 14 estados para avaliar a efetividade das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

A auditoria do TCU busca identificar desafios, mapear experiências exitosas e subsidiar o aprimoramento das políticas públicas desenvolvidas pelos órgãos federais, estaduais e municipais. O trabalho abrange desde os canais de denúncia, como o Ligue 180 e as delegacias especializadas, até a concessão e o cumprimento de medidas protetivas, a articulação da rede de atendimento e o acompanhamento de crianças órfãs do feminicídio. As informações levantadas irão compor um relatório nacional com diagnóstico e recomendações para aperfeiçoar essas políticas em todo o país.

Durante a reunião, magistrados e servidores da Cemulher-MT apresentaram os principais projetos desenvolvidos pelo Tribunal de Justiça. A coordenadora da Cemulher-MT, desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo destacou a importância da iniciativa.

“É extremamente importante ver a auditoria do Tribunal de Contas da União interessada no trabalho de enfrentamento à violência doméstica desenvolvido pelo nosso tribunal. Isso demonstra o reconhecimento das ações que estamos construindo ao longo dos últimos anos. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos projetos e esperamos que esse diagnóstico contribua para que as políticas públicas alcancem ainda mais eficiência”, afirmou.

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A magistrada ressaltou ainda que o levantamento permitirá identificar experiências bem-sucedidas e replicá-las em outras regiões do país, beneficiando toda a rede de proteção às mulheres.

Boas práticas da Cemulher-MT

Entre as iniciativas apresentadas aos auditores estão a implantação e a coordenação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, atualmente instalada em 129 dos 142 municípios mato-grossenses; os projetos de prevenção desenvolvidos nas escolas estaduais, como o “Lei Maria da Penha nas Escolas” e o concurso “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”; além dos grupos reflexivos destinados aos autores de violência doméstica.

As ações foram apresentadas pela desembargadora, pelos juízes da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá e membros da Coordenadoria, Tatyana Lopes de Araújo Borges e Marcos Terêncio Agostinho Pires, com apoio da equipe técnica da Cemulher-MT: a assessora jurídica do Núcleo Thays Machado, Laurair de Souza Grossi Ribeiro; a gestora de Política Judiciária de Prevenção e Projetos, Elizabeth Oliveira; e a gestora administrativa Gislene Maria Brun.

Para o secretário do TCU em Mato Grosso, René Oliveira Neuenschwander Júnior, a auditoria também contribui para integrar as experiências desenvolvidas pelos estados. “O TCU está realizando essa auditoria operacional na área de enfrentamento à violência doméstica no Brasil inteiro. Vamos trocar experiências entre os estados para que a atuação federal não seja apenas de acompanhamento, mas também de integração das ações desenvolvidas no país.”

Segundo ele, Mato Grosso se destaca pelo conjunto de iniciativas implementadas pelo Poder Judiciário. “O Tribunal de Justiça, por meio da Cemulher, e o próprio Estado de Mato Grosso estão hoje na vanguarda da política de enfrentamento à violência contra a mulher. São muitas iniciativas e projetos bastante interessantes. A gente sabe que existe um problema, mas também percebe que as soluções estão sendo buscadas e têm apresentado resultados.”

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Entre as ações que mais chamaram sua atenção, René destacou o trabalho preventivo realizado por meio da educação e dos grupos reflexivos. “O que mais me chamou a atenção foram os grupos que trabalham a conscientização dos homens. Cada ação é um tijolo na construção dessa barreira contra a violência. Trabalhar a educação desde a infância, tratando as causas do problema, talvez seja o aspecto mais importante de toda essa política.”

A auditora federal de Controle Externo, Ellen Mary Traebert Cavalini afirmou que a equipe ficou positivamente surpresa com as iniciativas encontradas em Mato Grosso. “A equipe está avaliando experiências em 14 estados brasileiros e a visita trouxe uma grata surpresa pelas iniciativas que encontramos.”

Ela destacou como principal diferencial o protagonismo do Tribunal de Justiça na coordenação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. “O que mais me chamou atenção foi essa atuação em rede coordenada pelo Tribunal de Justiça. Eu não tinha visto essa experiência nem no Distrito Federal, nem em Santa Catarina. É uma prática excelente e que pode servir de referência para outras unidades da federação.”

Marcia Marafon

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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