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Reeducandas concluem qualificação em confeitaria e produção de bolos pelo SER Família Capacita

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Quarenta mulheres custodiadas nas cadeias femininas de Cáceres e de Nortelândia concluíram a qualificação em confeitaria e produção de bolos e doces.

Os cursos foram realizados dentro das unidades prisionais pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Mato Grosso (Senai), em parceria da Secretaria de Estado de Justiça e o Programa SER Família Capacita, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

A iniciativa busca promover a inclusão produtiva e social de pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo capacitação profissional para ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda, especialmente às mulheres que atualmente estão nas unidades prisionais, mas futuramente ganharão a liberdade.

A primeira-dama Virgínia Mendes destacou a importância do programa na reinserção social das reeducandas. “O Ser Família Capacita é um exemplo concreto de como podemos transformar vidas e promover a inclusão social. Ao oferecer qualificação profissional, estamos abrindo portas para um futuro melhor para essas mulheres, contribuindo para sua reintegração à sociedade e para a construção de um futuro mais digno e justo”, declarou Virgínia Mendes.

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Durante o curso, as participantes também aprenderam sobre normas de higiene, segurança alimentar, manuseio adequado de ingredientes e equipamentos, além da importância do trabalho em equipe.

Como pontuou o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, as parcerias são importantes para que a gestão possa ampliar o número de pessoas privadas de liberdade com qualificação profissional.

“Encerramos o ano passado com 3,4 mil reeducandos qualificados profissionalmente, o que representa um passo importante para que essas pessoas tenham uma chance de se reinserir socialmente, buscando um trabalho digno”, apontou o secretário.

A diretora da cadeia feminina de Cáceres, Kely Moreira, destacou que o curso auxilia na inclusão social e a ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda.

Todas as aulas foram práticas e dinâmicas, proporcionando um ambiente de aprendizado realista, onde as participantes puderam tirar dúvidas e desenvolver habilidades essenciais para o mercado de trabalho”, explicou a diretora.

As reeducandas receberam instruções desde os princípios básicos da confeitaria até técnicas mais avançadas, como a produção de bolos decorados, biscoitos, tortas, cupcakes e recheios.

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Em Nortelândia, o curso de confeitaria e produção de bolos, pães e doces de festas foi uma diversão para as 20 alunas, que aprenderam técnicas novas e concluíram mais uma etapa de qualificação que pode ampliar novas oportunidades, como explicou a diretora da unidade feminina, Adriana Quinteiro.

“Ao oferecer habilidades práticas e a oportunidade de aplicá-las, contribuímos para restaurar a autoestima e a confiança de cada uma delas, preparando-as para uma vida mais positiva e produtiva após a liberdade”, completou.

Além da formação técnica, o curso ofertado pelo Senai também incentiva o empreendedorismo, preparando as alunas para gerir seus próprios negócios.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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