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Reativados pela Seduc, grêmios estudantis já estão presentes em 76% das escolas estaduais de MT

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Três anos após serem reativados pela Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc), os grêmios estudantis já foram implantados em 76,5% das 666 escolas estaduais, colocando o Estado como o mais ativo na democratização dos espaços escolares.

O índice está bem acima da média nacional para escolas públicas, que é de 12,3%, segundo o Mapeamento de Grêmios Estudantis no Brasil realizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com a Iniciativa Nós, o Sistema de Educação Pública Antirracista e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). São 510 escolas com grêmios e outras 81 estão em fase de implantação.

A instalação de grêmios foi retomada em 2020, a partir da criação da Representação dos Grêmios na Superintendência de Gestão de Diretorias Regionais de Educação (SGDR), sob a responsabilidade da Secretaria-Adjunta de Gestão Regional.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, afirma que o grêmio tem a capacidade de integrar mais os estudantes entre si e com toda a escola. “Por meio das agremiações, os alunos ganham voz na comunidade escolar”, enfatiza, ao lembrar do 1º Encontro dos Grêmios Estudantis do Estado de Mato Grosso – Conexão Jovem, realizando no dia 1º de junho de 2023, em Cuiabá, que reuniu mais de 1.500 estudantes.

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Na avaliação do representante dos grêmios na Seduc, Leonardo Coelho, a inserção da organização nas escolas foi um passo importante para que os estudantes possam realizar escolhas, definir metas e fazer ações em conjunto para que se tornem autônomos e promovam o espaço democrático da escola onde toda a comunidade tem vez e voz.

Leonardo também destaca que, para dar mais autonomia aos grêmios, a Seduc vai realizar ainda em agosto de 2023 um curso sobre liderança ativa para todos os presidentes ou vices.

“A ideia é que entendam melhor a sua função na comunidade escolar e desenvolvam seu protagonismo, de modo que sejam capazes de identificar seus espaços e planejar ações promovendo empatia e equidade no contexto escolar”, pontua.

Presidente do Grêmio Estudantil Geração Acadêmica Consciente (GAC), da Escola Estadual Militar Tiradentes Celso Henrique de Souza Barbosa, em Nova Mutum, Saymon Lopes George, afirma que a principal missão do grêmio do qual faz parte é honrar a escola e fazer com que o nome dela seja cada vez mais respeitado. “Fora isso, promovemos ações recreativas e sociais que ajudam famílias carentes do município”, comentou.

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Já na Escola em Tempo Integral Vocacionada a Línguas Antônio Epaminondas, em Cuiabá, o professor Jackson Regis, que é o interlocutor do grêmio, diz que o trabalho realizado pelo grêmio é brilhante e que a Seduc tem priorizado esse protagonismo que busca sempre uma melhor versão para o futuro de cada um e a também na manutenção dos estudos”, finalizou.

Os grêmios só não serão instalados nas 70 escolas de educação indígenas e cinco quilombolas que possuem características próprias de suas lideranças.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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