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Procon-MT comemora Dia do Idoso com palestras, orientações e atendimentos nesta terça (1º) e quarta (2)

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Para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa e Dia Nacional do Idoso, ambos comemorados em 1º de outubro, a Secretaria Adjunta de Defesa do Consumidor (Procon-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), preparou uma programação especial para terça (01º.10) e quarta-feira (02.10).

De acordo com a secretária adjunta do Procon-MT, Cristiane Vaz, serão desenvolvidas atividades para mais de 255 idosos que participam do Centro de Convivência Vovô Zeid Sacre e da Legião da Boa Vontade (LBV), de Várzea Grande e Cuiabá, respectivamente.

Na programação, constam palestras sobre fraudes, golpes, educação financeira, uso de planilhas para controle do orçamento e superendividamento. Também haverá atendimento para os idosos com conciliadores de Defesa do Consumidor e atendentes do Procon Estadual, informa Cristiane Vaz.

O coordenador de Relacionamento com os Municípios e Educação para o Consumo do Procon-MT, Rogério Sena, explica que servidores do órgão visitaram anteriormente o Centro de Convivência e a LBV e orientaram os idosos a trazerem o extrato bancário e o extrato do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no dia do evento para verificação de descontos.

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Rogério Sena alerta que, muitas vezes, o consumidor idoso é lesado porque não tem o costume de verificar seu extrato bancário.

“Infelizmente, descontos que o idoso não percebe, ou que não sabe a origem, são muito comuns. Também é comum que o idoso não saiba como questionar ou cancelar esses descontos. O mesmo acontece com o extrato do INSS, que pode ter empréstimos e fraudes que o aposentado nem percebe ou, quando nota, já foram descontadas várias parcelas”, salienta.

Outro problema corriqueiro são as contratações feitas por familiares sem o consentimento do aposentado.

“Chegam casos no Procon em que os próprios familiares utilizam os documentos do idoso e sua assinatura para contratar empréstimos. Muitas vezes, sem o conhecimento ou a autorização do aposentado. Em algumas situações, a pessoa fica até sem ter como pagar as parcelas desses empréstimos e quitar suas contas mensais. Para evitar esses problemas, é essencial criar o hábito de acompanhar nossos extratos”, previne Cristiane Vaz.

Programação: palestras e atendimento aos idosos

Terça-feira (01/10)

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– Várzea Grande: Centro de Convivência Vovô Zeid Sacre: Manhã (das 8h30min às 12h); Tarde (das 14h às 17h). Total: 155 idosos.

– Cuiabá: Legião da Boa Vontade (LBV): Manhã (das 8h30min às 11h). Total: 50 idosos.

Quarta-feira (02/10)

– Cuiabá: Legião da Boa Vontade (LBV): Manhã (das 8h30min às 11h). Total: 50 idosos.

Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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