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Presidência define atribuições de juíza e juízes auxiliares

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As atribuições administrativas da juíza e dos dois juízes auxiliares da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2023/2024, sob a gestão da desembargadora Clarice Claudino da Silva, foram definidas por meio da Portaria TJMT/PRES N. 1/2023, de 1º de janeiro, disponibilizada na edição nº 11373 do Diário da Justiça Eletrônico (DJE).
 
 
De acordo com o documento, fica delegado aos juízes auxiliares da Presidência para, em conjunto ou separadamente:
Expedir ofícios e outras correspondências oficiais, salvo quando endereçadas às autoridades ocupantes de cargos de direção superior de órgãos dos Poderes e do Ministério Público Federal e Estadual; dirigir-se diretamente aos magistrados de primeiro e segundo graus para encaminhamento e resolução dos assuntos procedimentais e administrativos de que trata esta Portaria; analisar, determinar e elaborar estudos sobre qualquer matéria a ser submetida à Presidência ou de interesse da Administração; interagir com as Coordenadorias e demais departamentos que integram a estrutura organizacional do Tribunal de Justiça, podendo solicitar quaisquer informações para fins de subsidiar decisão Presidencial, entre outros.
 
Ao juiz Túlio Duailibi Alves de Souza, dentre outras atribuições, compete:
– Acompanhar todos os processos em que o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso figure como parte ou interessado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e demais órgãos da estrutura judiciária nacional;
– Acompanhar os processos de prestação de contas e demais procedimentos em trâmite no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT); acompanhar e deliberar o processo seletivo de remoção de servidores em todas as suas fases;
– Coordenar a fase interna dos concursos públicos de servidores e magistrados e, iniciadas as etapas do certame, efetuar o acompanhamento de todas as fases junto à Comissão de Concurso, inclusive com relação a eventuais recursos, impugnações e ações judiciais envolvendo o processo seletivo;
– Coordenar a supervisão das obras de infraestrutura novas, em curso, de ampliação ou reforma, do Poder Judiciário, em qualquer fase;
– Acompanhar a gestão das aquisições do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso; elaborar e acompanhar os projetos de lei de iniciativa do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, bem como os projetos de emenda regimental e demais atos normativos do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso;
– Assessorar a Presidência do Tribunal de Justiça nos processos de desenvolvimento organizacional, planejamento e produção de informações referentes ao acompanhamento de indicadores estratégicos e à padronização organizacional;
– Gerenciar e acompanhar os procedimentos administrativos de remoção e promoção de magistrados.
 
À juíza auxiliar Viviane Brito Rebello caberá:
– Analisar e gerenciar os pedidos de férias, licenças, afastamentos e substituições de magistrados, de modo a evitar a cumulação excessiva de designações daqueles para responderem pelas Varas onde houver a vacância temporária, cabendo a decisão à Presidente da Corte;
– Acompanhar o processamento dos pedidos de pensão e aposentadoria referentes a magistrados até o devido registro no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso;
– Analisar os pedidos de pagamento de despesas médicas, bem como de ressarcimento de passagens a magistrados, cabendo a decisão à Presidente da Corte;
– Analisar os pedidos de participação em cursos de aperfeiçoamento funcional, solicitados por magistrados, cabendo a decisão à Presidente da Corte;
– Coordenar os trabalhos de Gestão de Metas do Conselho Nacional de Justiça- CNJ;
– Coordenar as ações referentes a Justiça em Números e ao Prêmio CNJ de Qualidade; coordenar as ações do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-LIODS e Núcleo Socioambiental, Lei Geral de Proteção de Dados, Centro de Inteligência e a Política de Teletrabalho no Poder Judiciário;
– Assessorar a Presidência do Tribunal de Justiça na formulação e na execução de políticas de tecnologia do Poder Judiciário, bem como na gestão da informação tecnológica;
– Acompanhar as propostas e pedidos de instalação, alteração funcional ou de competência das unidades judiciárias da Primeira Instância, bem como as proposições atinentes à matéria, em trâmite no Conselho da Magistratura;
– Analisar os pedidos de declaração de Comarca de difícil provimento, declaração de regime de exceção e os recursos contra decisão do Corregedor-Geral em matéria administrativa;
– Supervisionar o projeto de maturação, desenvolvimento e implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
 
O juiz auxiliar Agamenon Alcântara Moreno Júnior ficará responsável por:
– Gerir e supervisionar os precatórios judiciais, nos termos da Recomendação n. 39/2012 e Resolução n. 303/2019 do Conselho Nacional de Justiça;
– Processar os precatórios decorrentes de condenação dos órgãos da Administração Pública, observando a ordem cronológica e determinando as medidas cabíveis para o seu cumprimento, até a fase de ordenação de pagamentos de atribuição da Presidente do Tribunal de Justiça;
– Processar as requisições de pagamentos por créditos de pequeno valor dos processos de competência do Tribunal de Justiça contra os órgãos da Administração Pública nas esferas estadual e municipal, determinando as medidas cabíveis para o seu cumprimento, até a fase de ordenação de pagamentos, de atribuição da Presidente do Tribunal de Justiça;
– Deliberar sobre pedidos incidentais formulados pelas partes no curso do procedimento, inclusive apreciando eventuais recursos interpostos contra tais decisões, submetendo minuta de voto à apreciação da Presidente para ser incluído em pauta do Tribunal Pleno;
– Promover a elaboração dos planos de pagamento a serem cumpridos pelos órgãos que se encontram no regime especial de pagamento de precatório;
– Promover o controle dos repasses com abertura de procedimento de cobrança, em caso de inadimplemento;
– Determinar o sequestro dos valores, nas hipóteses previstas na Constituição Federal;
– Garantir a contínua capacitação dos servidores que atuam direta e/ou indiretamente na gestão dos serviços de precatórios e requisições de pequeno valor; participar do Comitê Gestor das Contas Especiais de Precatórios, promovendo o controle de repasse dos valores referentes ao Tribunal Regional do Trabalho e Justiça Federal.
 
A Portaria TJMT/PRES N. 1/2023 delega também as atribuições administrativas à Diretoria-Geral, Vice-Diretoria-Geral, Coordenadoria de Recursos Humanos e Assessoria Sênior da Presidência.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Seminário Nacional do Tribunal de Contas reúne 700 participantes para discutir educação inclusiva

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A construção de soluções para garantir acesso, permanência e aprendizagem de estudantes com deficiência reúne representantes dos poderes públicos, órgãos de controle, especialistas e gestores dos 142 municípios mato-grossenses e de outros 11 estados brasileiros no Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva, realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e instituições parceiras, em Cuiabá. Com mais de 700 participantes, a abertura do encontro, realizada na noite desta quarta-feira (17), foi marcada pela apresentação de um diagnóstico inédito da rede estadual de ensino, que expõe desafios estruturais para a consolidação de uma educação inclusiva e para a garantia dos direitos dos mais de 5,6 mil estudantes da educação especial matriculados em Mato Grosso.

Na ocasião, o conselheiro Antonio Joaquim, que coordena o seminário e preside a Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), destacou que a inclusão deve ser compreendida como uma política estruturante para o desenvolvimento social e para o fortalecimento da democracia. “A diversidade humana não constitui obstáculo ao desenvolvimento educacional; ao contrário, é um dos elementos que enriquecem a experiência escolar e fortalecem a própria democracia.”

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, reforçou o compromisso da instituição com a pauta e destacou que o diagnóstico apresentado servirá de base para a construção de soluções concretas voltadas à garantia dos direitos das crianças e adolescentes com deficiência. “Não podemos aceitar que uma criança seja vista pela sua limitação, que fique à espera de acolhimento. Este evento será um divisor de águas para a educação no estado. O diagnóstico está na mesa, os caminhos estão traçados. Porque incluir não é favor que se faz, é um dever que o Estado tem com o futuro.”

Conselheiro Antonio Joaquim, que coordena o seminário e preside a Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec).

Ao chamar a atenção para os desafios identificados no levantamento, Antonio Joaquim usou como exemplo as mais de cem escolas sem oferta própria de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as centenas de estudantes à espera de profissionais de apoio. “A forma como uma sociedade acolhe as diferenças revela o grau de maturidade de suas instituições e o compromisso que assume com a dignidade humana. Por isso, a Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva não deve ser compreendida apenas como uma política educacional. Ela constitui uma das mais relevantes agendas de direitos humanos do nosso tempo.”

O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, situou a educação inclusiva como prioridade do sistema de controle em todo o país. “Os gastos em educação inclusiva não representam despesa, representam investimento em desenvolvimento social, em democracia e na dignidade humana”, declarou. Ele apresentou a Auditoria Nacional de Alfabetização e Aprendizagem, conduzida pelo Comitê Técnico de Educação do IRB, que mobiliza 11 tribunais de contas, entre eles o de Mato Grosso, e alcança mais de cem municípios. “Quando o Tribunal de Contas decide olhar para a educação, está olhando para o futuro do Brasil”, resumiu.

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e governador em exercício, o desembargador José Zuquim Nogueira reforçou que a inclusão é uma questão de cidadania e alertou para a judicialização do acesso à escola. “A educação especial inclusiva só se realiza de verdade quando o direito chega à vida concreta da criança: na escola, na sala de aula, no apoio ao professor, no atendimento à família. Nenhuma criança pode ficar invisível para o Estado. Quando uma família precisa recorrer à Justiça para obter uma vaga, é sinal de que a política pública falhou em chegar antes.”

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Por sua vez, o deputado estadual Eduardo Botelho, um dos articuladores da política de creches no estado, relembrou a tramitação da proposta na Assembleia Legislativa e defendeu a educação como caminho de oportunidade e transformação social. “Teve veto, teve votação de veto, teve luta, mas é assim mesmo. A educação é onde há realmente oportunidade para todos e transformação”, afirmou.

Para a presidente do Instituto Articule, Alessandra Gotti, responsável pela coordenação do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (Gaepe-Brasil), o seminário precisa se converter em ação permanente. “O que estamos fazendo aqui é ampliar o diálogo para construir um compromisso coletivo. Sozinhos, não vamos enfrentar todos os desafios. Que este encontro seja o marco de uma jornada contínua pela efetivação do direito de milhares de estudantes a uma educação de qualidade, com equidade e inclusão, sem exceções e sem qualquer exclusão.”

Durante a abertura do encontro, Alessandra também convidou o conselheiro Antonio Joaquim para ser coordenador da Política Nacional de Educação Especial. “Em função do que já foi possível fazer por Mato Grosso na educação infantil e do que Mato Grosso já vem fazendo na pauta da educação especial inclusiva, o presidente da Atricon endereçou ao conselheiro Antonio Joaquim o dever de captanear uma ação, junto ao grupo de trabalho da entidade, para que possa avançar nessa agenda e que esse seminário seja o primeiro de um ciclo de seminários do Gaepe-Brasil em parceria com os Tribunais de Contas brasileiros.”

Desafios na ponta

O presidente da Undime na regional Centro-Oeste, Eduardo Ferreira da Silva, descreveu a realidade enfrentada pelas redes municipais e defendeu que nenhuma política de inclusão se sustenta sem cooperação entre os entes federativos. “É um espaço de recursos poucos, vontades muitas e profissionais nem sempre capacitados”, afirmou. Para ele, a educação especial inclusiva só avança com a articulação entre saúde, assistência social e educação. “Precisamos fazer o exercício da intersetorialidade entre União, estado e município. Sem financiamento, nada disso acontece.”

Em sua fala, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou que a rede municipal atende 2.335 crianças com laudo, mas tem outras 4 mil na fila, e pontuou que nenhum município consegue enfrentar o desafio sozinho. “O município não dá conta sozinho. É com ações do Tribunal de Contas, do Governo do Estado, da Assembleia e do Ministério Público que vamos conseguir mudar a realidade da educação especial inclusiva”, afirmou.

Na mesma linha, o procurador-geral interino do Ministério Público de Contas (MPC-MT), William Brito Júnior, reforçou o compromisso do órgão em atuar ao lado do Tribunal e defendeu que a inclusão não pode ser tratada como exceção. “Não é a escola que tem que ser especial. Toda escola tem que ser inclusiva. Onde o aluno com deficiência queira estudar, ele tem que ser acolhido.”

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O evento reúne mais de 700 pessoas no Centro de Eventos UniSenai, em Cuiabá

 

Representante do movimento de luta pelos direitos da pessoa com deficiência, Marcione Mendes avaliou o trabalho do TCE-MT como um avanço e cobrou que o diagnóstico se converta em política permanente. “Vejo como um grande avanço, porque é preciso primeiro saber onde estão e quais são as necessidades das pessoas com deficiência. A educação abre as portas para o mundo. Nós somos tratados como invisíveis da sociedade. O trabalho do TCE é fundamental para abrir os olhos dos gestores públicos e cobrar que cumpram sua obrigação conosco.”

Também participaram do evento representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), da Defensoria Pública, da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Educação das Capitais (Consec), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Formação de professores é principal barreira

Em palestra sobre formação de professores para a educação inclusiva, o superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Hübner Mendes, apontou que apenas 6,4% dos professores regentes no Brasil receberam formação continuada específica em educação especial. Em Mato Grosso, o índice é de 4,4%. O melhor resultado do país, do Espírito Santo, chega a 21%, enquanto o mais baixo, de Tocantins, é de 2,8%. “Esses estudantes estão em 84% das escolas do Brasil. Ou seja, 100% dos professores precisam de formação.”

Diante do cenário, defendeu duas estratégias discutidas no seminário. A primeira é a diversificação das ferramentas de capacitação, com formações presenciais, semipresenciais e complementares, valorizando a formação em serviço, realizada ao longo do próprio exercício da docência. A segunda é envolver toda a comunidade escolar nas ações formativas, e não apenas o professor regente. “Além do professor, os diretores, as equipes das secretarias, as famílias e os demais colaboradores das redes precisam entender essa transformação”, disse.

Ao longo de mais dois dias, serão apresentados dados inéditos sobre a oferta da educação especial inclusiva em Mato Grosso, além de painéis voltados à articulação intersetorial, judicialização, alfabetização e educação infantil. Ao final do evento, será lançada a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, documento que reunirá compromissos interfederativos e interinstitucionais articulados no âmbito do Gaepe-Brasil.

O encontro é promovido pelo TCE-MT em parceria com o Gaepe-Brasil, Gaepe-MT, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB), o Instituto Articule e Governo do Estado.

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Fonte: TCE MT

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