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Polícia Penal apreende 42 celulares na penitenciária de Rondonópolis

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MATO GROSSO

A Polícia Penal apreendeu 42 aparelhos de celulares durante a operação de revista Resultado Imediato realizada nesta quinta-feira (07.07) na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis (225 km de Cuiabá).

Também foram apreendidos 63 chips de diferentes operadores de telecomunicação, 10 carregadores, oito fones de ouvido e uma bateria.

Durante a operação, foi feita uma revista minuciosa com uso de furadeira industrial para desobstrução de esconderijos criados para ocultar os materiais ilícitos. A polícia também passou a verificar garrafas pets que poderiam ter fundo falso, para camuflar celulares.

O diretor da penitenciária, Ailton Ferreira, explicou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para impedir o acesso e permanência de itens ilícitos dentro da unidade. Com as apreensões de aparelhos, a expectativa é a redução dos golpes aplicados por reeducandos à população extramuros via telefone e redes sociais. “Também estamos instalando telas na extensão dos Raios para evitar que drones descarreguem materiais nos solários e pátio externo da unidade”, disse.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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