MATO GROSSO
Polícia Civil prende em flagrante autor de roubo em Sinop com Vigia Mais MT
MATO GROSSO
Por meio das imagens das câmeras de segurança do Programa Vigia Mais MT, policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e da Cavalaria da Polícia Militar prenderam em flagrante, na noite de terça-feira (06.08), um dos envolvidos em um roubo ocorrido em um estabelecimento comercial em Sinop (a 499 km ao norte de Cuiabá).
O suspeito foi abordado na BR-163, em direção a Nova Mutum, conduzindo um veículo Chevrolet Ônix. O veículo foi utilizado no roubo. Outros dois envolvidos no crime já foram identificados e são procurados pela polícia.
O crime ocorreu na tarde de terça-feira (06), em uma oficina no bairro Setor Comercial Norte, em Sinop. Em posse de armas de fogo, dois homens invadiram o local, renderam as vítimas e anunciaram o roubo, enquanto o terceiro envolvido esperava do lado de fora para auxiliar a fuga.
Durante a ação criminosa, os suspeitos subtraíram R$ 12 mil em dinheiro, aparelhos celulares das vítimas e, em seguida, fugiram em um veículo Chevrolet Ônix.
Um dos funcionários tentou acompanhar o trajeto dos suspeitos com uma motocicleta da empresa, mas acabou alvejado pelos criminosos e os perdeu de vista. Com informações da placa do veículo, os policiais da Derf de Sinop conseguiu fazer o monitoramento do carro, por meio das câmeras do Vigia Mais. Eles identificaram que o suspeito se deslocava para a cidade de Nova Mutum.
Diante da informação, a equipe da Derf de Sinop acionou os policiais da Derf Nova Mutum sobre o trajeto do veículo envolvido no roubo. A equipe policial montou um ponto de monitoramento na BR-163 e conseguiu flagrar o veículo na rodovia em direção ao posto Rodobras.
Os policiais tentaram a abordagem do veículo, mas, mesmo diante dos sinais sonoros e luminosos de parada, o condutor não obedeceu a ordem de parada e continuou em fuga. Foi necessário a realização de disparos no pneu do carro para interceptação do automóvel.
No momento da abordagem, o suspeito estava sozinho e foi preso em flagrante pela participação no roubo.
As investigações apontaram que o carro utilizado é alugado e foi utilizado pelo trio em outro roubo, praticado no dia 24 de julho, na cidade de Vilhena (RO). Na ocasião, os suspeitos roubaram uma relojoaria, causando o prejuízo de R$ 70 mil para a vítima.
Com o suspeito, foi apreendido um anel, que posteriormente foi reconhecido pela vítima de Rondônia com um dos produtos roubados do seu estabelecimento.
As investigações e diligências seguem em andamento pela Derf de Sinop para localização e prisão dos outros dois envolvidos no crime.
Vigia Mais MT
O Governo do Estado está equipando os 142 municípios de Mato Grosso com 15 mil câmeras de videomonitoramento com objetivo de fortalecer as ações de segurança e reduzir os índices criminais. Sem nenhum custo, a Sesp concede câmeras de três modelos e cabe ao parceiro (prefeitura ou ente privado) arcar com custos da instalação, internet e manutenção.
A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais dos policiais locais e outras pessoas autorizadas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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