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Polícia Civil deflagra terceira fase de operação contra ataques a diretoria de cooperativa de saúde

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (6.2), a terceira fase da Operação Short Code, para cumprimento de quatro medidas cautelares no âmbito da investigação que apura crimes cibernéticos e crimes contra a honra da atual diretoria de uma cooperativa de plano de saúde, com sede em Cuiabá.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, embasadas nas investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), para apurar crimes de calúnia, difamação, injúria majorada, uso de identidade falsa e associação criminosa, praticados contra a cooperativa e seus dirigentes.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá, além de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, ambas no estado de Goiás, e conta com apoio da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).


As ordens judiciais determinam a proibição de contato e comunicação, por qualquer meio, entre os investigados; a desativação de redes sociais e de um site criado com a finalidade de atacar a honra objetiva da Cooperativa e a honra subjetiva de seus atuais dirigentes, sob pena de imposição de multa diária de R$ 10 mil por dia descumprido limitado a R$ 300 mil.

Os mandados também determinam a proibição dos investigados realizarem, pessoalmente ou por intermédio de terceiros, em quaisquer perfis, páginas, canais, grupos ou listas de transmissão vinculados de qualquer forma a eles, inclusive perfis pessoais, institucionais, anônimos ou “espelho”, contas administradas por eles, por prepostos ou colaboradores, bem como perfis de terceiros por eles geridos, financiados, impulsionados, coordenados ou alimentados, e ainda reativar postagens antigas ou fazer novas postagens que envolvam a Cooperativa vítima ou qualquer de seus diretores e prestadores de serviço, em qualquer formato (texto, imagem, áudio, vídeo, “stories”, transmissões ao vivo, reposts, links ou conteúdo patrocinado), sob pena de imposição de R$ 10 mil por postagem.

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Segundo o delegado responsável pela investigação, Sued Dias da Silva Júnior, essa terceira fase da Operação Short Code marca o encerramento das investigações relacionadas aos crimes cibernéticos praticados contra a honra da Cooperativa e seus atuais gestores.

“A realização dos interrogatórios pendentes e o relatório final do inquérito policial serão concluídos nos próximos dias, cujo procedimento será remetido ao Ministério Público para eventual propositura de denúncia criminal contra os autores identificados, a fim de responderem à ação penal perante o Poder Judiciário”, destacou o delegado Sued Dias.


Início da Investigação

As diligências da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), iniciaram em 2024 após a descoberta do site falso, que disseminava informações falsas contra o plano de saúde e seus gestores.

Posteriormente, os investigadores identificaram uma rede estruturada responsável pelo envio de mensagens em massa por meio de short codes e pela manutenção de portais e perfis em redes sociais destinados a ataques contra a atual diretoria da cooperativa médica.

Primeira fase da Operação Short Code

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A primeira fase da operação foi deflagrada em junho de 2025, para cumprimento de seis ordens judiciais contra a rede de desinformação ligada à antiga gestão de cooperativa de saúde, em endereços nos Estados de Mato Grosso e Goiás.

A investigação do inquérito policial instaurado na DRCI detectou disparos massivos de mensagens SMS com conteúdo difamatório, a partir de um site específico.


As mensagens utilizavam serviços de “short codes” (números de telefone que empresas usam para enviar e receber mensagens em massa, frequentemente usados para marketing, promoções, serviços de atendimento ao cliente) para atrair médicos cooperados a acessar o conteúdo, que continha acusações anônimas contra os atuais diretores da empresa.

Segunda fase da Operação Short Code

A segunda fase foi deflagrada em setembro de 2025, para cumprimento de três medidas cautelares, cujas ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias da Comarca de Cuiabá.

Na ocasião foi determinado pela Justiça o bloqueio de um site em âmbito nacional, impedindo o acesso a seus conteúdos e a remoção dos perfis em redes sociais. Também foi fixada a proibição de criação de novos sites e perfis destinados à continuidade dos ataques.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema promove primeira oficina do AdaptaCidades para fortalecer o planejamento climático dos municípios

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou, nesta terça-feira (30.6), a primeira Oficina para Estruturação da Governança da iniciativa AdaptaCidades em Mato Grosso. Promovido por meio da Coordenadoria de Mudanças Climáticas e REDD+, o encontro reuniu representantes de municípios mato-grossenses escolhidos para participar da iniciativa, que busca auxiliar na elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima.

Durante a abertura do evento, foram entregues certificados simbólicos aos representantes de oito municípios que aderiram à iniciativa, sendo eles Cuiabá, ⁠Várzea Grande, ⁠Sinop, ⁠Cárceres, ⁠Tangará da Serra, ⁠Vila Rica, ⁠Juina e ⁠Lucas do Rio Verde. Os certificados oficializam o compromisso das prefeituras com o desenvolvimento das capacidades técnicas da governança local em combater os impactos das mudanças climáticas.

A secretária-adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lílian Ferreira dos Santos, destacou que a iniciativa fortalece o planejamento dos municípios para enfrentar eventos climáticos extremos e reduzir seus impactos sobre a população.

“Esse evento é importante para nós discutirmos a adaptação das cidades às mudanças climáticas, principalmente pensando em focos de escassez hídrica, risco de erosão e questão de queimadas. Nós trouxemos os municípios hoje para discutir, junto com o Ministério do Meio Ambiente, essa adaptação das cidades. Em Mato Grosso, dez municípios foram escolhidos como prioritários e oito deles já assinaram a carta de intenção. Inclusive, entregamos hoje esse certificado, que demonstra o interesse dos municípios em trabalhar de forma integrada com os órgãos estaduais e federais”, afirmou.

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A secretária-adjunta ressaltou que, além das ações voltadas à redução das mudanças climáticas, é fundamental preparar os municípios para responder aos seus efeitos.

“É importante que os municípios estejam preparados para casos como grandes enchentes ou grandes secas, eventos que podem afetar a população e impactar diretamente na qualidade de vida e na segurança das pessoas”, concluiu.

A oficina teve como principal objetivo orientar tecnicamente os municípios na estruturação da governança necessária para a elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima. Ao longo da programação, os participantes receberam orientações sobre a organização institucional do processo de planejamento e a articulação entre secretarias, conselhos e demais órgão locais.

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCid). A iniciativa busca fortalecer as políticas públicas de adaptação e resiliência climática, promovendo a integração e a articulação entre governos, ampliando a capacidade técnica dos gestores públicos e apoiando a elaboração de planos locais para enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

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*Com a supervisão da jornalista Clênia Goretth

Fonte: Governo MT – MT

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