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PM apreende três adolescentes com armas e recupera veículo roubado

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MATO GROSSO

Policiais militares do 22º Batalhão apreenderam e autuaram em flagrante três adolescentes, todos de 15 anos de idade, por roubo e porte ilegal de arma, no final da noite desta terça-feira (11.04), em Peixoto de Azevedo. Na ação, a PM recuperou um veículo roubado pelos menores e apreendeu uma arma de fogo, munições e dois simulacros de arma.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu informações sobre o roubo de um veículo HB20 prata, registrado na cidade de Terra Nova do Norte. Segundo a denúncia, o crime havia sido cometido por três homens, que fugiram com o automóvel em direção ao município de Peixoto de Azevedo.

De imediato, os policiais do 22º BPM iniciaram trabalho de diligências e percorreram o caminho inverso da quadrilha, pela rodovia BR-163. Após alguns quilômetros, um veículo, com as mesmas características do HB20 roubado, foi visto em alta velocidade, ultrapassando carretas e desrespeitando as sinalizações de trânsito.

Os policiais militares deram ordens de parada ao carro, momento em que um dos suspeitos apontou uma arma de fogo em direção a viatura policial. A ação foi revidada por um disparo efetuado pela equipe policial, que atingiu uma das portas do carro, fazendo com que os suspeitos parassem o veículo e se rendessem.

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No procedimento de abordagem, foi identificado que todos os suspeitos eram menores de idade. Já na vistoria ao veículo, os militares encontraram um revólver calibre .38, de numeração raspada e carregado com cinco munições, além de dois simulacros de arma de fogo e a quantia de R$ 156,00 em dinheiro.

Diante da situação, os suspeitos foram conduzidos para a Delegacia de Peixoto de Azevedo, para registro da ocorrência e demais providências. Os proprietários do veículo foram acionados para realizarem a recuperação do automóvel.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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