MATO GROSSO
Operação Lei Seca voltada para fiscalizar motocicletas termina com dois presos e 89 autuados
MATO GROSSO
Na Avenida Dante Martins de Oliveira, em Cuiabá, foi realizada a 16ª Operação Lei Seca, voltada especificamente à fiscalização de motocicletas, na noite desta quarta-feira (11.09). A ação encerrou com duas prisões por embriaguez e aplicação de 89 multas.
Esta é a primeira operação específica para motos do mês de setembro. Outras 15 já foram realizadas entre janeiro e agosto, sendo oito em Cuiabá e sete em Várzea Grande, conforme relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), órgão da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Durante a ação desta noite, foram aplicados 37 multas por condução de veículo sem registro ou não licenciado, 23 por condução sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 11 por pilotar a moto sob efeito de álcool. Também foram aplicadas duas multas pela recusa a fazer o teste de alcoolemia e 16 por motivos diversos.
As duas prisões foram efetuadas por condução sob efeito de álcool, de acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CBT), que prevê prisão de seis meses a três anos, multa e suspensão/proibição de dirigir veículo automotor. A operação também realizou a fiscalização de 234 veículos, removendo 61 deles, fez testes de alcoolemia em 235 condutores e autuou 71 motocicletas.
Essa é a 89ª Operação Lei Seca levada às ruas de Cuiabá neste ano pelas forças de segurança e órgãos de fiscalização veicular. Dessas, 73 fizeram fiscalização geral, ou seja, de carros e motocicletas.
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com as equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
MP recomenda investigação no DAE após vídeo envolvendo presidente
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações.
A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades.
De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso.
O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos.
Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou.
Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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