MATO GROSSO
Operação Iraquianas cumpre 18 mandados contra investigados por tráfico doméstico de entorpecentes
MATO GROSSO
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou nesta quinta-feira (30.11) a Operação Iraquianas no combate ao tráfico doméstico de entorpecentes na Capital.
Após representação pela Polícia Civil, o Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá decretou 18 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e bloqueios bancários de contas vinculadas aos investigados. Entre as ordens judiciais cumpridas estão cinco prisões preventivas, uma delas do Estado do Paraná.
Até o momento foram apreendidos mais de R$ 8 mil reais, proveniente da contabilidade do tráfico de drogas, um veículo e aparelhos celulares.
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Conforme as investigações da DRE, os alvos da operação atuam em rede no comércio de entorpecentes, formando uma associação criminosa com predominância na região da Morada da Serra vendendo maconha, skunk e outras drogas para usuários locais.
A delegacia especializada apurou também que, além do controle da venda de drogas na região, os principais criminosos adquiriram patrimônio, incluindo imóveis com o dinheiro do tráfico.![]()
As investigações prosseguem para apurar as movimentações financeiras e bens adquiridos ilicitamente pelos investigados.
O nome da operação faz referência ao modo como os alvos investigados se identificavam durante as negociações de drogas entre eles.
A Operação Iraquianas conta com apoio das equipes de policiais civis da Polinter, Deccor, DRCI e Defaz.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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