MATO GROSSO
Operação integrada prende homem armado e notifica 10 estabelecimentos comerciais em Cuiabá
MATO GROSSO
A operação ‘Silêncio dos Inocentes’, do 1º Comando Regional de Cuiabá da Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão e em parceria Corpo de Bombeiros Militar, Secretária de Mobilidade Urbana e Secretária de Ordem Pública, resultou na prisão de um homem, por porte ilegal de arma de fogo, e notificou 10 estabelecimentos comerciais no último fim de semana, na Capital.
A ação de policiamento ostensivo e fiscalização aconteceu entre sexta-feira (11.02) e domingo (13), no período noturno. O comandante do 1º BPM, tenente-coronel Reginaldo Azizes Ferreira, explicou que o objetivo da operação foi proporcionar uma maior sensação de segurança em bairros específicos, como Jardim Esperança, Grande Terceiro, Praieiro e Jardim Europa.
A operação abordou 40 pessoas, fiscalizou 10 estabelecimentos comerciais como bares, boates, distribuidoras, pontos de aglomeração de pessoas, dentre outros locais – 20 veículos também foram fiscalizados. Três estabelecimentos comerciais foram fechados por irregularidades junto aos órgãos fiscalizadores competentes. Dez estabelecimentos comerciais foram notificados na operação.
Durante as abordagens, um homem foi preso porte ilegal de arma de fogo. O suspeito foi conduzido para a Central de Flagrantes. Dez estabelecimentos comerciais foram notificados na operação.
Disque-Denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
MP MT
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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