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Obras de implantação do BRT seguem com interdições parciais na Avenida do CPA

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Trechos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como a avenida do CPA, em Cuiabá, terão bloqueios parciais na próxima semana, para a execução de serviços de drenagem previstos nas obras de implantação do Sistema BRT. As interdições ocorrerão na pista que vai do bairro para o Centro e sempre deixarão pelo menos uma pista livre.

As interdições ocorrerão em metade da pista para que seja feita a travessia de tubulações. Primeiro, são feitas as escavações em um lado, os tubos são colocados e o buraco é fechado. Depois, o serviço é feito na metade restante da pista. Também serão construídas caixas para a drenagem.

As obras também seguem no trecho entre a Avenida Dom Bosco e a XV de Novembro, para a reforma do sistema de drenagem e o reforço da base da pista. O serviço é realizado em parceria com a Águas Cuiabá e, caso a concessionária finalize os serviços até a quarta-feira (2.3), o Consórcio Integra BRT irá continuar com a aplicação de uma nova capa de asfalto neste trecho.

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No trecho entre o Largo da Igreja do Rosário e a Praça Ipiranga, também haverá estreitamento de pista para realizar a travessia dos cabos do Sistema de Inteligência de Transporte (ITS, na sigla em inglês), necessário para operar a interface do BRT. Também haverá fresagem (raspagem do asfalto) e aplicação de nova capa de asfalto.

Outros serviços previstos para a próxima semana incluem a concretagem da ciclovia e de calçadas, o plantio de grama e árvores e o aterro do canteiro central no trecho do Parque Linear.

Por fim, na região do Shopping Popular, serão realizados serviços de drenagem, com construção de tubulação, poços de visita e bocas de lobo.

Novos cruzamentos

Dois novos cruzamentos foram liberados na Avenida do CPA em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob). O primeiro está localizado em frente à Avenida Aclimação, no bairro Bosque da Saúde, e é destinado aos motoristas que querem retornar para o centro da cidade.

Para fazer o retorno, é necessário entrar na Rua Cereja, esquina do Posto Shell, e, então, virar na terceira rua à esquerda, a Rua Esmeralda. Em seguida, é preciso seguir por duas quadras para dobrar à esquerda na Avenida Aclimação e seguir até o cruzamento.

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O segundo retorno é para quem deseja retornar ao bairro. No momento, é preciso entrar na Rua Wilson Garcia, esquina da Drogasil, dar uma volta na quadra para poder fazer o retorno. Este caminho é temporário, uma vez que, assim que a alça da Smart Fit for liberada, o acesso será feito por esse local.

Complexo Leblon

As obras do Complexo Leblon permanecem com a instalação de tirantes na Trincheira do Jardim Leblon, execução de muros de contenção e aterros. Em frente à Todimo Lar Center, seguem sendo perfuradas estacas do viaduto, além de escavações e contenções.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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