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Nota MT já destinou mais de R$ 8,7 milhões para fortalecer entidades sociais em Mato Grosso

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O programa Nota MT, implementado pelo Governo do Estado em 2019, desempenha um papel social significativo em Mato Grosso, alocando 20% dos valores sorteados mensalmente para entidades sociais indicadas pelos ganhadores. Desde 2019, o Nota MT, já destinou R$ 8.735.200 milhões a entidades sociais do Estado, fortalecendo causas que beneficiem a sociedade e ampliando o impacto positivo do Nota MT para além dos ganhadores individuais.

Apenas em 2024, 246 entidades sociais cadastradas no programa, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), foram beneficiadas por indicações nos sorteios e receberam o valor total de R$ 1.247.600,00.

Ao longo desses cinco anos, o programa já destinou recursos a 258 entidades sociais, oferecendo suporte financeiro que fortalece projetos existentes e viabiliza novas iniciativas.

Uma das instituições é a Associação Primaverense de Esporte Cultura e Lazer (APEC-PVA), que foi indicada por dois ganhadores do último sorteio, o Mensal de Setembro 2024, incluindo o vencedor de R$ 100 mil. A instituição receberá R$ 20.100,00.Esse valor permitirá a realização de uma confraternização para as 430 crianças atendidas, promovendo integração e lazer nas comunidades mato-grossenses.

A presidente e coordenadora dos projetos da APEC, Marcele Onesko, expressou sua gratidão pelo apoio.

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“Estamos muito felizes, pois enfrentávamos dificuldades financeiras para cobrir despesas básicas. Esse recurso será fundamental para organizar a confraternização das crianças e regularizar algumas despesas de competições,” destacou.

Segundo Marcele, a missão da APEC é “incentivar a prática esportiva, levando o esporte a todos os cantos de Primavera do Leste”. Ela acrescentou que o esporte é crucial para o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças, promovendo colaboração, autoestima e tomada de decisões.

Vinícius Simioni, secretário-adjunto de Projetos Especiais da Sefaz e responsável pelos sorteios do programa, ressaltou o impacto social do Nota MT.

“O programa desempenha um papel fundamental no fortalecimento de entidades sociais em Mato Grosso. Ao destinar 20% dos prêmios para instituições indicadas pelos ganhadores, o Nota MT não só incentiva a cidadania fiscal, mas também promove uma rede de apoio que transforma vidas,” afirmou.

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC) é uma das 258 entidades beneficiadas com recursos do Nota MT e lidera o ranking, tendo recebido R$ 1.793.100,00.

O Hospital de Câncer, em Cuiabá, também é uma das instituições mais indicadas pela população e já recebeu, nos últimos cinco anos, R$ 795.800,00.

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Outras instituições incluem o Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, que já foi beneficiado com R$ 234.400,00, a Associação Protetora dos Animais do Município de Sinop (APAMS), com R$ 211.300,00 no total, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE – Lucas do Rio Verde), que já recebeu R$ 195.600,00.

No programa Nota MT, cada instituição escolhida pelos ganhadores recebe 20% do valor do prêmio, sem qualquer desconto no montante destinado ao vencedor.

Por exemplo, em um prêmio de R$ 100 mil, o ganhador recebe o valor total, enquanto a entidade indicada recebe R$ 20 mil. Essa estrutura assegura benefícios tanto para os cidadãos premiados quanto para as organizações sociais, contribuindo para a continuidade e expansão do trabalho essencial realizado por essas instituições.

Cadastro das entidades

Entidades sem fins lucrativos que desejam participar do Programa Nota MT devem enviar um e-mail para [email protected], com o assunto “Cadastramento de Entidade – Nome da Entidade”. É necessário incluir toda a documentação exigida pelo Edital 001/2023, que deve ser enviada em formato PDF e legível.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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