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“Nossos investimentos na Infraestrutura não somam só 100% do valor do Fethab, mas 110%”, afirma governador

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O governador Mauro Mendes afirmou que o Governo de Mato Grosso investiu em Infraestrutura, em 2021, valores acima do que foi arrecadado via Fundo de Transporte e Habitação (Fethab), com aportes também da Fonte 100.

O balanço foi feito durante o encerramento do 16º Circuito Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), na noite de segunda-feira (06.06), que reuniu produtores rurais, empresários e políticos em Cuiabá.  

“Em 2021, nós arrecadamos do Fethab Commodities que os senhores pagam R$ 2,077 bilhões. Em Infraestrutura, na Sinfra, o Governo do Estado de Mato Grosso investiu R$ 2,273 bilhões”, apontou.

Mauro Mendes destacou que o fundo existe há muitos anos, mas nem sempre foi destinado para a sua principal finalidade, que é o investimento em Infraestrutura para melhorar a logística e a competitividade da produção agrícola, além de trazer mais qualidade de vida à população.

“Pela primeira vez, depois de 22 anos da criação desse fundo, os investimentos do Governo do Estado em Infraestrutura – com recursos do Fethab e da Fonte 100 – são maiores do que 100% do que foi arrecadado via Fethab, somando 110%. Vamos fechar o ano com 2500 km de rodovias pavimentadas. Nenhum estado brasileiro chega perto disso”, relatou.

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Conforme o governador, esses investimentos têm tirado do papel muitas obras aguardadas há décadas pela população de todas as regiões do estado, desde asfalto novo, conservação, construção de pontes, substituição de pontes de madeira, entre outras.

“São pontes sonhadas, planejadas e prometidas há décadas, e que não foram feitas. Como a Ponte do Rio das Mortes, que daqui há poucos meses vai estar pronta, que vai fazer com que o setor produtivo chegue aos diversos cantos do Araguaia de forma mais rápida e menos onerosa”, exemplificou.

O deputado estadual Gilberto Cattani também falou da importância dos investimentos do Governo de Mato Grosso para o setor produtivo.

“Nosso estado havia sido vilipendiado, assaltado, e essas pessoas nunca se preocuparam com a população mato-grossense. Pela primeira vez, você produtor, quando paga o seu Fethab, consegue ver um retorno. Antes você pagava e não tinha esse retorno”, destacou.

Também participaram do evento: o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore; os senadores Wellington Fagundes e Fábio Garcia; os deputados estaduais Valmir Moretto e Xuxu Dal Molin; os secretários de Estado Rogério Gallo (Fazenda) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente).

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Fonte: GOV MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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