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Mutirão de cadastramento no Programa SER Família encerra nesta sexta-feira (17) em Cuiabá

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Encerra nesta sexta-feira (17.03) o prazo para cadastramento de moradores de Cuiabá para o programa Ser Família, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc). 

Idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e instituído pelo Governo do Estado em janeiro deste ano, o programa, realizado por meio da Secretaria Adjunta de Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família, é destinado a famílias com renda per capita de R$ 105,00. 

O cadastramento dos beneficiários pode ser realizado de forma virtual, por meio do site da Setasc (clique aqui), ou presencial, nas unidades do Ganha Tempo do CPA I e da Praça Ipiranga; na Escola estadual Mário de Castro, no Bairro Pedra 90; e na Igreja São José, no Bairro 1º de Março, das 8h às 17h, com entregas de senha.

Para fazer o cadastro é necessário levar documentos pessoais e cópia do CPF. A inscrição está sujeita à análise por parte da Setasc. O resultado divulgado após o término do mutirão e de forma individualizada, para as pessoas cadastradas, no site da secretaria.  

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O primeiro dia do mutirão foi realizado no dia 8 de março, no Distrito da Guia, onde vivem mais de 1,5 mil pessoas. Lá foram atendidos, também, moradores do Distrito de Aguaçu e das comunidades de Mato Dentro, Varginha, Laginha, Machado, Pico e Coivaras. O mutirão também foi realizado no Distrito do Coxipó do Ouro.

Esse trabalho é importante para que o Governo do Estado saiba quem são as pessoas que mais precisam do benefício. 

“Esse programa é muito especial, e vai beneficiar muitas famílias que vivem em extrema vulnerabilidade. Todo esse trabalho só é possível porque contamos com o apoio do Governo do Estado, das equipes Setasc e Unaf”, disse a primeira-dama Virginia Mendes.

A secretária interina a Setasc, Grasielle Bugalho, ressaltou que o mutirão é de extrema importância para o trabalho de busca ativa de famílias que mais precisam. Bugalho destacou, ainda, que o processo de licitação está em tramitação na Setasc e, após a publicação do resultado final do certame no Diário Oficial do Estado, será feita a contratação da empresa vencedora que vai emitir o cartão do Ser Família.

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Fonte: GOV MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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