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MPMT promove “Diálogos sobre a Fome em Mato Grosso” nesta sexta (18)

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A fome em Mato Grosso será discutida nesta sexta-feira em evento promovido pelo Ministério Público Estadual, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. A abertura oficial ocorrerá às 9h e o evento será transmitido pela Plataforma Teams e no canal do MPMT no Youtube. A iniciativa faz parte do “Projeto Cibus – Você tem fome de quê?”, coordenado pelo Centro de Apoio Operacional Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar. O evento conta com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – Escola Institucional do MPMT.

Na abertura, está prevista a participação online do Padre Júlio Lancellotti, que apresentará “Relatos sobre o enfrentamento à fome na maior Capital da América Latina”. Na sequência, ocorrerá o primeiro painel com o tema “Se minha rua falasse: a voz da fome”, com a participação da coordenadora estadual do Movimento Nacional de População em Situação de Rua (MNPR/MT), Rúbia Cristina de Jesus Silva, da psicóloga Adriana de Oliveira Rangel e do promotor de Justiça Henrique Schneider Neto.

No período da tarde, as discussões começarão às 13h30 com o painel “Notas sobre a fome no Brasil pós-pandemia”. O painel terá como palestrantes Bartira Mendes Gorgulho, doutora em Nutrição em Saúde Pública, e Flávia Carolina da Costa, doutora em Antropologia Social. A mediação das discussões será feita pelo procurador de Justiça Alexandre de Matos Guedes.

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De acordo com a programação, às 15h30 a doutora em Sociologia, Silviane Ramos fará a “Contextualização – Comidas e Saberes”. Em seguida, haverá a Mostra de Comidas e Saberes com representantes dos Retireiros do Araguaia, Povo Quilombola de Vila Bela da Santíssima Trindade, Povo Guató de Barão de Melgaço, Povo Xavante de São Félix do Araguaia e da Culinária Cuiabana. O encerramento ficará a cargo da promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima.

O projeto “Cibus – Você tem fome de quê” busca soluções para o cenário da fome e da insegurança no Estado de Mato Grosso. Os trabalhos começaram em 2021 com escuta social e seguiram em 2022 com acompanhamento, fiscalização e desenvolvimento de uma série de ações.

Dentre elas, a articulação para efetivação da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional e envolvimento das Promotorias de Justiça para atuação municipal no enfrentamento à insegurança alimentar. Foi realizado ainda diagnóstico das pessoas em situação de insegurança alimentar no estado e dos equipamentos públicos e políticas públicas existentes, além de rodas de conversa sobre agroecologia na capital e em nove municípios do interior do estado.

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Para o próximo ano, o projeto prevê a realização de ações de informação e sensibilização sobre a temática da fome em instituições de ensino públicas por meio do projeto pedagógico de implantação de hortas e a exibição do vídeo curta-metragem “O delicioso cardápio de descobertas da Alice”.

Hortas comunitárias também serão implantadas em Cuiabá para atender moradores em situação de rua.

Fonte: MP MT

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Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

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“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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