CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

MPMT apresenta projeto Água para o Futuro à Prefeitura de São Paulo

Publicado em

MATO GROSSO

A equipe técnica do Água Para o Futuro apresentou o projeto a técnicos da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) do Município de São Paulo, na tarde de quarta-feira (23). A reunião virtual foi solicitada pela diretora da Divisão de Estudos Ambientais e Planejamento Territorial (DEAPT) da Coordenação de Planejamento Ambiental, Lígia Pinheiro. “Tive contato com o excelente trabalho de mapeamento de nascentes de Cuiabá e solicitei a possibilidade de apresentação da metodologia para uma equipe da SVMA”, contou.

Lígia Pinheiro explicou que recentemente foi aprovado o Plano de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres (Planpavel) em São Paulo, e que entre as ações para a implementação do plano estão a elaboração de um programa de conservação e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), o que prevê o mapeamento de nascentes. “Será muito enriquecedor para nós conhecer mais profundamente o trabalho do Ministério Público de Mato Grosso, sobretudo os desafios do mapeamento nas áreas urbanas e quais estão sendo os desdobramentos desse mapeamento”, argumentou.

Desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso desde 2015, o Água para o Futuro busca garantir a segurança hídrica e o abastecimento de água potável por meio da identificação, preservação e recuperação de nascentes. Na reunião de trabalho, o MPMT explicou o que é o projeto, os procedimentos metodológicos, apresentou os principais resultados alcançados e esclareceu as dúvidas dos técnicos da SVMA.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso apresenta saldo positivo no primeiro trimestre de 2023

“Os questionamentos foram com relação aos desafios para implantação, como começou, origem dos recursos para execução do projeto, utilização do aplicativo e a parceria com a concessionária de água e esgoto”, relatou o coordenador-técnico da inciativa, Abílio José Ferraz de Moraes. Segundo ele, após essa capacitação inicial dos técnicos da secretaria, a orientação é que o Município busque parceria com o Ministério Público de São Paulo para dar início ao projeto.

Resultados – O Água para o Futuro está em funcionamento em 13 municípios mato-grossenses: Alto Araguaia, Alto Taquari, Araputanga, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Itiquira, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Tangará da Serra e Várzea Grande. Mais de 4 milhões de m² de APPs foram delimitados e são diariamente consultados pelos órgãos de fiscalização e licenciamento ambiental, 420 nascentes foram catalogadas e 80 estão em recuperação.

Fonte: MP MT

Propaganda

MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

Publicados

em

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

Leia Também:  Desenvolve MT ajuda a estruturar estúdio e fortalece negócio em Alto Araguaia

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA