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MATO GROSSO

Mato Grosso e Bolívia definem ações de combate aos incêndios florestais na fronteira

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MATO GROSSO


Mato Grosso promoveu a primeira reunião para elaboração de um conjunto de ações estratégicas de combate aos incêndios florestais na fronteira entre Brasil e Bolívia. O encontro foi conduzido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), autor da proposta de integração, nesta quarta-feira-feira (09.03), no Auditório da Unidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres.

Participaram do debate membros das forças policiais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), que também estão integrados nesta importante força-tarefa, e os representantes públicos da cidade de San Matias, Bolívia. O objetivo é desenvolver um trabalho unir conjunto para ter um mecanismo de resposta rápida para conter e reduzir o fogo durante o intenso período de seca.

“É muito importante essa integração entre Mato Grosso, Prefeitura de San Matias – Bolívia, Prefeitura de Cáceres, além dos demais órgãos envolvidos, que conta também com as Associações de Produtores Rurais presentes. Vamos alinhar para cada um saber o seu papel e atuação no momento necessário, o que cada um vai fazer para conter o fogo. Essa ação já faz parte do plano de trabalho inicial, estamos ofertando cursos para capacitar nossos militares e produtores em todos os segmentos da área ambiental”, explicou o comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges.

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A região de fronteira possui um uma extensa área de 780 km, passando por três municípios mato-grossenses: Cáceres, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade. Em fase de ajustes, parte do plano foi apresentado pelo CBMMT no combate ao fogo ainda neste ano.

Serão operacionalizados 55 instrumentos de respostas, entre 15 brigadas Municipais Mistas, 30 Brigadas Estaduais, além de 06 Bases Descentralizadas e outras 04 equipes de Intervenção, para atuar conjutamente com os bombeiros brasileiros. Toda essa estrutura também poderá ser empregada na área de fronteira em caso de grandes incêndios.

Além dessas ações pontuais criadas pelo CBMMT, outra força  para somar esforços de trabalho e que está pronta para integrar na operação de combate será enviada pela Sesp-MT.

“A segurança pública de Mato Grosso está presente para fortalecer todo esse trabalho de planejamento e prevenção aos incêndios. Caso seja necessário, vamos atuar na linha de frente para o combate aqui na região de Cáceres e San Matias. A Sesp-MT vai disponibilizar toda estrutura para que juntos possamos fazer o enfrentamento ainda melhor de combate ao fogo, para continuar reduzindo esses índices de focos de calor”, declarou o secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Juliano Chiroli.

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Importante destacar que o plano de trabalho realizado em 2021 reduziu os focos de calor nos três biomas mato-grossense: Amazônia (92%), Cerrado (53%) e Amazônia (38%).  A meta para este ano é reduzir ainda mais o fogo por meio de diversas linhas de atuação na para prevenção e resposta aos incêndios com fortalecimento do plano que vem sendo criando neste atual momento.  

Para finalizar o tratado entre Brasil e Bolívia, está previsto um segundo encontro das autoridades do Brasil que vão realizar um intercâmbio em mais uma reunião que deve acontecer na cidade de San Matias.

Também participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado de Meio de Meio Ambiente (Sema-MT), a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, o prefeito de San Matias, Bolívia, Carlos Velarde Villarroel, representantes do Sindicatos Rurais de ambos municípios. Além das forças de segurança, Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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