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Live dedicada à inclusão discute desafios e conquistas da comunidade surda em Mato Grosso

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No Dia Nacional do Surdo, o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez de Mato Grosso (CAS-MT) promoveu, na manhã desta sexta-feira (26.9), a live “Desafios e conquistas da comunidade surda em Mato Grosso”. O evento marcou também a estreia da TV CAS, canal no YouTube que será dedicado a palestras, debates e conteúdos voltados à comunidade surda, com temas como educação, cultura, acessibilidade e inclusão.

Na edição de lançamento, o público acompanhou um bate-papo ao vivo com educadores e professores de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que destacou avanços e barreiras ainda presentes no dia a dia das pessoas surdas. A interação foi ampliada pelo chat e por um quiz com curiosidades sobre a Libras.

O especial também trouxe quadros sobre a trajetória histórica da comunidade surda no Brasil, passando pela criação das primeiras escolas e pelo reconhecimento oficial da Libras, em 2002, por meio da Lei nº 10.436. Depoimentos de alunos, ex-alunos e servidores surdos deram voz às experiências pessoais e ao significado de ser surdo e se comunicar em Libras.

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Para os próximos episódios, a TV CAS-MT já prepara apresentações artísticas em Libras, como poesia, teatro visual e música sinalizada, com a participação de talentos locais.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, elogiou a iniciativa do CAS. Segundo ele, na rede estadual de ensino a inclusão não é tratada apenas como um direito assegurado em lei, mas como uma prática permanente e transformadora da realidade escolar.

“A prioridade da Secretaria de Educação é garantir que cada estudante, independentemente de sua condição ou origem, tenha acesso a um ensino de qualidade e a oportunidades de aprendizado significativas”, completou o secretário.

Para ele, “a TV CAS, assim como outras iniciativas de todos os profissionais da rede que trabalham diretamente com a educação inclusiva, são ferramentas para dar voz e visibilidade à diversidade, valorizando culturas e identidades que enriquecem a educação mato-grossense”.

O secretário reforçou que a Política Pública de Equidade e Diversidade, dentro do projeto EducAção 10 Anos, busca reduzir desigualdades históricas e alcançar todas as populações, incluindo estudantes indígenas, quilombolas, do campo, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial.

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O CAS integra o Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial do Estado de Mato Grosso (Casies/MT), vinculado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

Além do atendimento à comunidade surda, o Casies atua de forma mais ampla na inclusão de estudantes com deficiência e altas habilidades/superdotação, com ações como produção de material pedagógico para cegos e pessoas com baixa visão, apoio a escolas municipais e privadas e assessoramento pedagógico em diferentes áreas da educação especial.

Fonte: Governo MT – MT

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XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

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Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

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A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

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Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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