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CGE reforça parceria com os controles internos dos municípios

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A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) recebeu, na última semana, membros da diretoria da Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (Audicom) para estreitar a parceria institucional  pelo aprimoramento da categoria e pelo fortalecimento da atividade nas Prefeituras e Câmaras Municipais.  

Devido à maturidade de atuação conquistada em 42 anos de trabalho, a CGE-MT se colocou à disposição da Audicom para firmar parcerias voltadas à capacitação e ao intercâmbio de experiências e informações para melhorar a fiscalização dos recursos municipais.

“Em relação a parte técnica, temos (CGE) todas as condições instrumentais para auxiliar os municípios a se estruturarem no formato estabelecido pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) e a exercerem a atividade de forma fundamentada, solidificada e manualizada”, destacou o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

O titular da Controladoria Estadual observou que um dos principais desafios do controle interno no momento é a mudança da perspectiva de atuação, de somente apontar erros e falhas para também ajudar a gestão pública  a resolvê-los.

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“A auditoria para encontrar problemas está no DNA dos órgãos de controle interno, mas precisamos avançar, trilhar o caminho de prestar consultoria aos auditados para auxiliá-los a melhorar a gestão pública, ao oferecer aos gestores opções de solução dos problemas. Precisamos agregar valor à gestão pública”, pontuou Hideki.

Neste contexto, para o presidente da Audicom, Leonardo Luiz Artuzi, a parceria com a CGE pode ajudar os municípios a focar nessa nova perspectiva de trabalho.

“A atuação do controle interno é em sua essência de caráter preventivo. Contudo, a realidade das Unidades do Controle Interno, na maioria dos municípios, ainda dificulta que essa dimensão seja realizada com plenitude. Por essa razão, é sempre indispensável o aperfeiçoamento profissional por meio de capacitações e uso das novas tecnologias e softwares que possam garantir mais agilidade e qualidade nos processos de auditoria”, comentou.  

A Audicom ficou de levantar os temas de interesse dos profissionais municipais de controle interno para a CGE-MT definir um calendário de capacitações. A Controladoria de Mato Grosso também sinalizou positivamente quanto à cessão do Sistema de Controle Interno (SCI) aos municípios para gestão eletrônica dos produtos elaborados, assim que a nova versão do software, em desenvolvimento, ficar pronta.

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A visita à CGE-MT teve ainda a presença do auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Isaías Lopes da Cunha, que tem sido parceiro da Audicom no fortalecimento dos controles internos municipais.

Da Audicom, além do presidente, participaram a vice-presidente, Marina Silva Lago; a tesoureira, Luciana Duarte Felisberto, e a segunda tesoureira, Keila Martim. O secretário adjunto de Auditoria e Controle, Joelcio Caires da Silva Ormond, acompanhou a agenda. 

Fonte: GOV MT

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XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

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Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

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A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

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Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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