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Lei Seca 16 anos: MT combate insegurança no trânsito com prisão de 8,6 mil condutores embriagados

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MATO GROSSO

A Lei nº 11.705, conhecida como Lei Seca, completa 16 anos em vigor nesta quarta-feira (19.06), e, em Mato Grosso, essa legislação tem sido crucial no combate ao consumo de álcool associado ao trânsito, resultando na prisão de 8.618 condutores embriagados desde 2014, quando começou a ser adotada no Estado, com operações intensificadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Atualmente, as operações ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Sorriso, Nova Mutum, Cáceres, Tangará da Serra, Barra do Garças, Alta Floresta e Sinop. Além disso, outros quatro municípios já firmaram termo de cooperação com a Sesp-MT para iniciar as operações.

Em Mato Grosso, a Lei Seca foi instituída pelo Gabinete de Gestão Integrada da Sesp-MT, com a primeira operação realizada na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá.

Mato Grosso intensificou as ações e registrou um aumento expressivo no número de operações e prisões por embriaguez ao volante. Em 2019, a quantidade de operações saiu de 34 para 349 em 2023. Com o aumento de operações, houve também mais prisões. Em 2019, foram registradas 155 prisões, número que saltou para 2.825 em 2023. Em 2024, até 17 de junho, já foram realizadas 245 operações e 2.076 prisões.

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A tenente-coronel PM Monalisa Furlan, coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada, destaca a importância da integração entre as forças de segurança para a execução das atividades. “Mato Grosso é referência para outros estados em termos de integração e resultados alcançados. Nossas operações visam retirar os condutores alcoolizados das ruas, melhorar a segurança no trânsito, reduzir mortes e acidentes, e conscientizar a população sobre os riscos de dirigir sob a influência de álcool”, enfatiza.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, afirma que a ampliação das operações Lei Seca no Estado é resultado dos investimentos feitos pelo governador Mauro Mendes.

“Tivemos um aumento significativo no número de operações e também de prisões por devido à ampliação das operações. Isso só foi possível através dos investimentos do Governo do Estado, com objetivo de conscientizar a população e salvar vidas no trânsito”, pontua.

Penalidade

A Lei Seca estipula tolerância zero ao consumo de álcool para condutores. A multa para quem dirige alcoolizado é de R$ 2,9 mil, podendo chegar a R$ 5,8 mil em caso de reincidência, além de processo administrativo e autuação criminal se o etilômetro indicar ingestão superior a 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido. O motorista infrator também tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e perde o direito de dirigir por até 12 meses.

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Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Círculos de paz chegam a 67 escolas estaduais e fortalecem cultura do diálogo entre os estudantes

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Grupo de facilitadores e autoridades posa para foto em auditório. À frente, um homem de terno escuro e uma mulher de vestido marrom exibem certificados emoldurados recebidos durante o evento.Conflitos fazem parte da convivência escolar, mas a forma de enfrentá-los pode transformar realidades. Apostando no diálogo, na escuta e na construção coletiva de soluções, o Poder Judiciário de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) certificaram 74 facilitadores da Justiça Restaurativa, que atuarão em 67 escolas da rede estadual, levando os Círculos de Construção de Paz a mais de 93 mil estudantes. A solenidade foi realizada nesta quarta-feira (05) na Diretoria Metropolitana de Educação (DME), em Cuiabá.

Os novos facilitadores são psicólogos e assistentes sociais das equipes psicossociais da Diretoria Metropolitana de Educação, que atendem escolas de Cuiabá, Várzea Grande e outros nove municípios da região. Eles concluíram os módulos I, II e III do Curso de Formação em Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz, promovido pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do NugJur, a iniciativa representa o fortalecimento de uma política pública que vem crescendo e produzindo resultadosMulher de cabelos brancos, blazer branco e blusa azul-turquesa, fala ao microfone em púlpito com o logotipo da Diretoria Metropolitana de Educação. Ao fundo, telão exibe foto de participantes reunidos em roda de conversa. concretos. “A educação enxergou na Justiça Restaurativa um instrumento muito valioso e abraçou essa proposta de forma positiva. Hoje vemos cada vez mais pessoas compreendendo a potência dos Círculos de Construção de Paz e das demais práticas restaurativas. É uma transformação gigantesca e nós estamos muito felizes em ver os resultados e colher os frutos desse reconhecimento “, destacou.

Parceria

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Homem de terno escuro, camisa azul-clara e gravata vermelha, óculos, fala ao microfone em púlpito com o logotipo da Diretoria Metropolitana de Educação. Ao fundo, bandeiras estaduais e do Brasil.O juiz coordenador do NugJur, Túlio Duailibi Alves de Souza ressaltou que a certificação simboliza a consolidação da parceria entre o Judiciário e a Seduc para ampliar a Justiça Restaurativa no ambiente escolar. “Essa parceria fortalece, divulga e consolida os princípios e valores da Justiça Restaurativa nas escolas. São ambientes que frequentemente recebem diferentes tipos de conflitos, e esse trabalho contribui para construir espaços mais seguros, sólidos e voltados à pacificação social”, afirmou.

A superintendente de Gestão Escolar da Seduc-MT, Rosângela Roquette explicou que os profissionais certificados já atuam nas unidades escolares, tanto em equipes fixas quantoMulher de cabelos escuros, blusa vermelha e colar de contas na mesma cor, sorri em ambiente de evento. Ao fundo, pessoas confraternizam próximas a um painel azul iluminado. itinerantes, atendendo toda a rede estadual sempre que há necessidade de mediação de conflitos.

Segundo ela, a formação fortalece uma prática que já demonstra resultados positivos. “Eu fiz parte da primeira turma e posso dizer que ajuda demais. Hoje conseguimos desenvolver a comunicação não violenta dentro das escolas e, por meio dos círculos, colocar em prática a Justiça Restaurativa. Esse trabalho contribui muito para a mudança de comportamento dos estudantes”, avaliou.

Transformação

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Homem jovem, óculos de grau e bigode, veste camisa preta, aparece próximo a um microfone durante evento. Ao fundo, participantes registram o momento com celular.Entre os profissionais certificados está o psicólogo Adison José Gonçalves de Souza, que participou da formação iniciada em 2025 e agora dá continuidade aos módulos mais avançados.

Segundo ele, a capacitação fortalece o trabalho desenvolvido pelas equipes psicossociais e amplia as possibilidades de atuação nas escolas. “Esse processo de formação começou no ano passado e agora seguimos avançando. Temos profissionais bastante preparados e a convicção de que a Justiça Restaurativa e a cultura de paz são plenamente possíveis dentro da educação”, afirmou.

Roberta Penha

Josi Dias

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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