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Justiça visita bares para prevenir crimes de violência contra mulheres durante jogos da Copa

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Bares movimentados de Cuiabá foram visitados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e forças de segurança, na noite dessa quinta-feira (17 de novembro), com o objetivo de prevenir crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA Catar 2022 – que começa no próximo domingo (20 de novembro).
 
Na ação, integrantes da Rede Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica de Cuiabá fixaram cartazes da campanha “Não deixe a violência entrar em campo” em pontos estratégicos de bares e restaurantes localizados na região da Praça Popular, Praça 8 de Abril e Orla do Porto.
 
“Queremos prevenir porque é um momento de festa e não de violência. A campanha vem para esclarecer e divulgar os canais de denúncia. Muitas vezes vemos uma mulher sofrendo violência e não sabemos quem chamar. Essa ação é para isso, para que as pessoas saibam onde denunciar”, explica a juíza coordenadora da Rede de Enfrentamento, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
 
A juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá esteve acompanhada de delegadas, policiais civis, policiais militares, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Tribunal de Justiça, e da Prefeitura de Cuiabá.
 
“As forças de segurança e o sistema de justiça estão unidos nesse contexto de combate, especialmente nesse período festivo, em que se consome muita bebida alcoólica, se reúnem muitas pessoas, familiares, consumo de drogas, o que eleva os índices de violência doméstica. É salutar as instituições estarem reunidas para combater e conscientizar, especialmente nesses ambientes”, constata a delegada Jannira Laranjeira, coordenadora do Plantão 24 horas de Atendimento à Vitima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá.
 
Os materiais gráficos visam conscientizar a população sobre a importância de denunciar casos de violência contra as mulheres, assim como divulgar os canais adequados de denúncia. Pesquisas apontam que em dias de jogos de futebol, esse tipo de violência aumenta em cerca de 40%.
 
“Temos essa preocupação já no dia a dia. Agora, com relação à Copa, compreendemos a necessidade de fazer essa campanha diante desses dados estatísticos. Achamos importante fazer a campanha para tentar diminuir os índices de violência. Todos os órgãos de enfrentamento à violência estão conosco nessa campanha”, afirma a secretária adjunta da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, Elis Prates.
 
Uma lei municipal de 2014 obriga os estabelecimentos comerciais de Cuiabá a darem publicidade aos canais de denúncia à violência contra as mulheres. Na visão do proprietário de um dos restaurantes que recebeu as equipes, Fernando Quaresma, a iniciativa é muito importante por propor o trabalho em conjunto na defesa das mulheres.
 
“Todo trabalho que é feito em defesa da mulher em Mato Grosso é importante. Nessa época de Copa, onde haverá mais dias de feriados, muitos homens se reúnem em torno do futebol, pode ser que os ânimos se exaltem. A campanha vem justamente para esclarecer e prevenir isso, principalmente colocando a iniciativa privada para fazer o trabalho em conjunto”, pontua.
 
21 Dias de Ativismo – Uma iniciativa mundial realizada anualmente com o objetivo de capitanear adesões e desenvolver iniciativas que deem visibilidade às diversas formas de violência enfrentadas por meninas e mulheres, incluindo a falta de equidade em relação aos homens.
 
Em Cuiabá, serão realizadas palestras, caminhadas, panfletagem e outras atividades de enfrentamento à violência doméstica a partir do dia 20 de novembro.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida de policiais fixando cartazes da campanha na parede de um bar.
Segunda imagem: foto horizontal colorida da juíza Ana Graziela explicando a campanha para clientes de um bar, sentados em uma mesa.
Terceira imagem: foto horizontal colorida da delegada Jannira e outra policial civil fixando o cartaz da campanha em um banheiro feminino.
Quarta imagem: foto horizontal colorida da secretária Elis. Ela está diante de viaturas policiais, veste roupa de estampa étnica, colares e usa tranças no cabelo. 
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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