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Judiciário lança campanha de arrecadação de livros para unidades penais de Mato Grosso

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MATO GROSSO

A campanha “Livro para ser livre – A ressocialização pela leitura” é uma iniciativa da Justiça estadual em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional Mato Grosso e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O propósito da ação é arrecadar obras literárias em diversas cidades para serem distribuídos às unidades prisionais de Mato Grosso.
 
Os livros arrecadados, além de possibilitar a melhoria e aumento do acervo das bibliotecas das unidades penais, vão ser utilizados como incentivo a leitura e estudos para os homens e mulheres que estão em situação de privação de liberdade.
 
A ideia da campanha é instrumentalizar os apenados e apenadas a buscarem o conhecimento para que possam, após o cumprimento da pena, aumentar as chances de reintegração social. O Grupo de Monitoramento também ve a leitura como um mecanismo de combate à ociosidade nas prisões.
 
‘Livro para ser livre’ estimula o interesse de reeducandos e reeducandas em seguir uma trajetória educacional, para que consigam retornar ao convívio social em condições úteis para a vida e o trabalho, uma vez que a leitura é uma importante ferramenta de transformação e sensibilização do ser humano.
 
Os livros podem ser doados até 10 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h, na recepção dos Fóruns das Comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Sorriso, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis.
 
No Tribunal de Justiça, as doações podem ser depositadas em caixas coletoras na recepção central, no restaurante, no Anexo Desembargador Antônio Arruda, na Escola dos Servidores, ou ainda podem ser entregues no sistema drive thru na entrada do estacionamento de visitantes.
 
Os doadores também podem entregar as obras didáticas, paradidáticas, técnicas, científicas, filosóficas e de literatura, por exemplo, nas recepções da Seccional da OAB em Cuiabá e na recepção da Sesp, no Centro Político Administrativo, na Capital. A coleta das doações está sendo feita ainda nas lojas da Livraria Janina, no Shopping Várzea Grande e na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá.
 
#ParaTodosVerem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Descrição da imagem: Foto em formato horizontal colorida com mão segurando um livro aberto. Na parte superior o logo “Livro para ser Livre – A Ressocialização pela Leitura”. Ao centro o texto: Campanha de arrecadação de livros para unidades prisionais de Mato Grosso e informações da data de arrecadação e instituições promotoras da campanha.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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MP MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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