MATO GROSSO
Jucemat realiza o 1º Congresso Estadual de Registro Empresarial em Cuiabá
MATO GROSSO
As inscrições para o evento devem ser realizadas até o dia 21 de março, através do site da Jucemat.
O encontro reunirá autoridades, especialistas, empresários e profissionais das áreas de administração e contabilidade, e apresentará os principais instrumentos adotados pelo Governo do Estado para a evolução tecnológica no registro de empresas para a regularização de negócios em Mato Grosso, através do “Jucemat -Empresa Instantânea”.
Um dos palestrantes do evento, o secretário de estado de desenvolvimento econômico (Sedec-MT), César Miranda, apresentará a diversidade de linhas de crédito e as principais políticas de incentivos fiscais, como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).
“Mato Grosso é pioneiro em oferecer um serviço rápido, simples e sem burocracia para quem quer abrir sua empresa e investir no Estado. Aqui é possível abrir uma empresa de casa, pela internet, em menos de 10 minutos. Isso precisa ser partilhado e precisamos nos aprimorar ainda mais, então esse evento expande as possibilidades de oferecer o melhor para a população”, destacou o secretário, acrescentando que o Estado adota mecanismos de suporte para quem quer investir e empreender, fortalecendo a geração de emprego e renda o desenvolvimento econômico e social em Mato Grosso.
Conforme o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço, o evento que reunirá representantes e equipes técnicas de instituições públicas de outros estados que buscam aprimorar e trocar experiências durante os dois dias de evento.
“Esse evento é muito agregado. Vamos receber representantes de outras Juntas Comerciais do Brasil, trocar experiências para aprimorar ainda mais a nossa forma de atender a população. Vamos compartilhar como obtemos esse diferencial no atendimento com o Jucemat Empresa Instantânea; contar que o Governo do Estado realizou mudanças na legislação de registro empresarial; e que trabalhamos a integração entre os órgãos públicos e aderimos a inovação tecnológica. O empresário, hoje, não precisa sair de órgão em órgão pegando assinaturas, protocolando. Todo esse procedimento ele faz pela internet, de forma rápida e segura”, ressaltou o presidente.
O encontro contará com a presença de convidados e palestrantes, entre eles, do investidor e avaliador do programa televisivo do canal Sony ‘Shark Tank Brasil’, Fernando Seabra, que também é diretor de inovação da Associação Comercial de São Paulo, influenciador da SAP Brasil e professor na área MBAs voltada a inovação e empreendedorismo.
A programação do evento também contará com a reunião das Juntas Comerciais do Brasil, com o lançamento da Escola de Registro Empresarial da Jucemat e premiação por desempenho às melhores prefeituras parceiras do Governo de Mato Grosso que estejam integradas a Rede Simples.
Serviço
Congresso Estadual de Registro Empresarial
Data: 22 e 23 de março
Horário: 8h
Local: Centro de Eventos do Pantanal- Cuiabá
Fonte: GOV MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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