CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

“Investimentos em ensino técnico e inovação vão assegurar desenvolvimento e mudança de vida da população”, afirma secretário

Publicado em

MATO GROSSO

O Governo de Mato Grosso tem investido na ampliação das escolas técnicas e na formação das chamadas “profissões do futuro” para garantir o desenvolvimento do Estado e a melhoria na qualidade de vida da população. Conforme o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, os alunos, quando formados, devem suprir a necessidade de mão de obra qualificada do mercado mato-grossense.

“Nossos cursos técnicos vão assegurar que nossa população tenha a oportunidade de mudar sua realidade. Quando diminuímos a taxa de desemprego por meio da qualificação, estamos proporcionando que aquela pessoa que se forma tenha a possibilidade de ter um emprego bom, com uma remuneração justa e, assim, garanta mais qualidade de vida para si e sua família. Esse também é um compromisso que o Governo tem com a nossa população”, afirmou o secretário.

A formação técnica tem sido preocupação da gestão Mauro Mendes. Desde 2019 o Estado já destravou a construção de pelo menos oito escolas técnicas estaduais, que aguardavam quase 10 anos pela finalização das obras. Dessas, quatro já foram entregues e outras quatro estão em processo de finalização.

Confira abaixo a entrevista com o secretário:

Secretário, as demandas por novas tecnologias e inovação têm movimentado o mundo e o Governo de Mato Grosso está atento a isso. Como a Seciteci trabalha para fomentar a produção ou o avanço dessas áreas em Mato Grosso?

Allan Kardec – Falar sobre esse movimento de novas tecnologias é falar diretamente do que a Seciteci tem como compromisso com todo o Estado. Nos últimos meses, temos fortalecido a relação entre as Universidades, Centros de Pesquisas e outros espaços de produção de ciência com quem está na ponta, empreendendo e produzindo. Esse fortalecimento tem nos permitido cumprir uma missão que o governador Mauro Mendes nos passou, que é pensar o desenvolvimento do nosso Estado, aliado à sustentabilidade.

Temos tido investimentos importantes na pesquisa aplicada, justamente com o objetivo de produzir produtos que afetem diretamente a vida de quem vive em Mato Grosso. Um desses exemplos é um edital que lançamos em parceria entre Fapemat, Seciteci e Seaf, disponibilizando R$ 1 milhão para que pesquisadores possam criar soluções inovadoras para os desafios da agricultura familiar.

O Governo instalou em 2022 o Centro de Formação de Alta Performance da Seciteci. Como esse centro qualifica os nossos jovens para as chamadas “profissões do futuro”?

Allan Kardec – O Centro de Alta Performance está hospedando as turmas do nosso curso de programadores. O lançamento desse curso foi um acerto do Governo do Estado, já que uniu a possibilidade de proporcionar gratuitamente a formação de jovens para as “profissões do futuro” e também garantir a superação dos desafios da administração pública. Digo isso porque, dos mais de 200 alunos que vão se formar já agora em outubro de 2023, 50 serão selecionados para atuar em órgãos do Estado, para desenvolver soluções tecnológicas para os nossos desafios diários.

A Seciteci segue trabalhando nesse rumo, unindo a possibilidade de impacto em vários espaços em um único projeto ou ação.

Além do Centro de Formação, o Governo também aumentou o número de escolas técnicas estaduais nos últimos quatro anos. Atualmente, quantas estão em funcionamento e quais cursos estão sendo ofertados?

Leia Também:  MT é destaque em evento nacional por ser um dos maiores refúgios de aves silvestres do país

Allan Kardec – Hoje temos 16 escolas técnicas estaduais, duas ainda por inaugurar, em Juara e Sorriso, e teremos, ano que vem, em 15 dessas escolas, a oferta de cursos técnicos concomitantes e intercomplementares com o Ensino Médio, para jovens de 14 a 17 anos.

Em 2024 vamos ofertar, em um primeiro momento, 70 vagas em cada escola técnica, para que os estudantes já ingressem no Ensino Médio realizando o ensino regular com a Seduc e o curso técnico com a Seciteci.

Cada escola técnica oferta cursos conforme a vocação da região, ou seja, os estudantes aprendem de forma estratégica, para suprir a demanda de mão de obra da região e contribuir para o desenvolvimento do Estado. São cursos como, por exemplo, técnico de enfermagem, em agronegócio, em segurança do trabalho, e até áreas que envolvem as tecnologias de automação industrial, energias renováveis, biocombustíveis.

O Estado de Mato Grosso ganha muito com isso, porque nós vamos, a partir de 2026, ainda no governo Mauro Mendes, formar os primeiros técnicos dentro dessa nova estratégia. Serão alunos que vão concluir seu Ensino Médio já qualificados para atuarem no mercado de trabalho.

Há planejamento para ampliação dos cursos técnicos em 2024?

Allan Kardec – Com certeza. Já planejamos a ampliação dos cursos técnicos, e sempre de forma conectada às novas necessidades do Estado e das regiões em que as escolas estão alocadas. Além desses cursos que já temos, numa estratégia de oferta para 2024, respeitando essas vocações e as áreas estratégicas, vamos oferecer cursos à noite, que são cursos que a gente chama de pós-médio, para aqueles adultos que trabalham de dia também possam fazer o curso técnico com a duração de um ano e meio ou dois.

Falo sempre que, com essa característica de diálogo do governo Mauro Mendes, conseguimos aliar essa ampliação dos cursos de acordo com a vocação de cada região do Estado, e essas vocações foram identificadas a partir do diálogo com gestores municipais, setor produtivo e outros atores de cada região.

Além disso, vamos implementar o programa estadual de qualificação, que terá como finalidade oferecer cursos de curta duração para atender às demandas do mercado mato-grossense de trabalho. Então, as empresas e os setores da economia que demandarem cursos em áreas estratégicas para formar mão de obra para atender às demandas da região, o programa vai atender.

O governador Mauro Mendes tem falado sobre a falta de mão de obra qualificada no Estado, mesmo Mato Grosso tendo a menor taxa de desemprego dos últimos anos. O senhor acredita que o aumento das escolas técnicas vai contribuir para a redução dessa demanda?

Allan Kardec – Com toda certeza o aumento das escolas técnicas, em parceria com Seduc e com as nossas universidades, para aprimorar e aumentar a formação de nossos jovens, vai mudar essa situação de demanda por profissionais qualificados no Estado. Isso é algo já discutido no país inteiro, e em Mato Grosso não seria diferente. A oferta dos nossos cursos técnicos vai possibilitar não só suprir a falta de mão de obra qualificada, como também assegurar que a nossa população tenha a oportunidade de mudar sua realidade.

Leia Também:  Inscreva-se: terapias oncológicas e obstinação terapêutica é tema de painel da VI Jornada de Direito

Para além dos números, quando diminuímos a taxa de desemprego por meio da qualificação, estamos proporcionando que aquela pessoa que se forma tenha a possibilidade de ter um emprego bom, com uma remuneração justa e, assim, garanta mais qualidade de vida para si e sua família. Esse também é um compromisso que o Governo de Mato Grosso tem com a nossa população.

Em outra vertente da Seciteci, a carreta do programa MT Ciência tem passado por diversos municípios, levando a experiência da ciência e tecnologia de forma imersiva para alunos da rede estadual. Como essa experiência contribui para a formação desses estudantes?

Allan Kardec – O momento mundial e brasileiro é de formação e alfabetização para a ciência. Então, ações como o programa MT Ciência, que leva ciências para os locais mais distantes do nosso Estado, é mais um passo que Mato Grosso dá em direção a popularização da ciência. Estamos possibilitando que estudantes, por vezes, tenham a oportunidade de, pela primeira vez, ter contato com tecnologias como a realidade virtual.

Só em 2023 já atendemos mais de 12 mil pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos. Estamos falando da maior unidade móvel de popularização da ciência do país, então tem um impacto muito significativo.

Com todo apoio do Governo do Estado, seguimos levando mais conhecimento e diversão para muitas pessoas. É ensinar sobre ciência por meio de experimentos interativos e de forma descomplicada.

Estão em andamento na Seciteci dois prêmios, o Cidades Inovadoras e o Inova MT. Como essas premiações estimulam a cultura da inovação no Estado?

Allan Kardec – Sim. Esses prêmios estimulam e reconhecem os esforços das empresas e dos municípios com foco na cultura da inovação.

O prêmio Cidades Inovadoras, lançado em junho deste ano, tem como foco estimular e reconhecer as ações que a gestão pública realiza em projetos de inovação e sustentabilidade conectados à agenda 2030. Ele já está na fase de seleção dos municípios vencedores, sendo que, além de consultoria para a implementação de ideias inovadoras nas cidades, os gestores desses municípios vão receber uma série de apoios para seguir promovendo soluções que superem os desafios das cidades de forma sustentável.

Já no caso do Inova MT, é um prêmio que promove a pesquisa e o desenvolvimento, conectando o pesquisador e profissionais altamente qualificados às empresas, buscando o desenvolvimento de projetos de inovação, promovendo a competitividade das empresas.

As inscrições vão começar neste domingo (1º.10) e seguem até 31 de outubro. Podem se inscrever micro, pequenos e médios empresários que já inovam, de alguma forma, na gestão empresarial. Além de mentoria de um ano junto de um pesquisador, os vencedores participarão de uma missão técnica para conhecer e criar redes com outras empresas do país.

Então, temos o Governo do Estado na vanguarda desse apoio de práticas inovadoras nas cidades e nas empresas. É pensar mesmo de forma disruptiva para promover o avanço do nosso Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

FIT Pantanal amplia estrutura, mira 100 mil visitantes e reforça turismo como negócio em MT

Publicados

em

O lançamento oficial para a imprensa da FIT Pantanal 2026, maior feira de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil, realizado na noite desta segunda-feira (4.5), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, apresentou um evento maior, mais estruturado e com ambição clara de consolidar o Estado como destino competitivo no cenário nacional e internacional do turismo. O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Marcada para os dias 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, a feira chega a mais uma edição em expansão. Em 2023, foram 45 mil visitantes, depois saltou para 65 mil em 2024 e 70 mil em 2025. Agora, a meta é ultrapassar a marca de 100 mil pessoas, ampliando não só o público, mas também o volume de negócios gerados.

Mais do que uma feira de exposição, a FIT se posiciona como uma plataforma de negócios. Em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 35 milhões em negociações e gerou impacto direto em diferentes cadeias, como agricultura familiar, artesanato e gastronomia, setores que, juntos, somaram mais de R$ 1,5 milhão em vendas dentro do evento.

Esse crescimento tem sido sustentado por uma estratégia de ampliação da feira, com mais municípios participantes, maior diversidade de produtos turísticos e fortalecimento da conexão entre quem vende e quem compra turismo.

Leia Também:  Mato Grosso amplia relações com Argentina durante reunião na Norte Show 2026

“A FIT Pantanal vem crescendo a cada edição e, hoje, já se consolidou como o principal evento de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Agora, o desafio é ampliar ainda mais, com mais municípios, mais experiências e um público maior. Este ano, mais de 80 municípios do Estado devem participar da feira”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau Júnior.

O evento também reforça uma mudança importante no discurso institucional. O turismo deixou de ser tratado apenas como potencial e passou a ser encarado como produto econômico estruturado. A cadeia envolve desde hotéis e restaurantes até pequenos produtores, artesãos e operadores turísticos.

“Quando falamos de turismo, estamos falando de experiências, de sonhos, mas também de oportunidades econômicas para várias áreas. É uma atividade que conecta cultura, gastronomia e negócios e que precisa ser tratada com estratégia”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A edição 2026 terá uma programação mais robusta, com conteúdo técnico, palestras e seminários voltados aos empresários e trabalhadores do setor, incluindo discussões sobre os impactos da reforma tributária no setor. Ao mesmo tempo, mantém o caráter aberto ao público, com experiências culturais e gastronômicas.

Leia Também:  Polícias Civil e Rodoviária Federal prendem autor de homicídio de caminhoneiro em Rondonópolis

A diversidade de Mato Grosso também será um dos principais ativos explorados. A proposta é concentrar, em um único espaço, destinos que vão do Pantanal ao Araguaia, passando pela Amazônia e pelo Cerrado, criando uma vitrine integrada do Estado.

“A FIT reúne tudo o que Mato Grosso tem de mais competitivo. É uma oportunidade de apresentar e comercializar esses destinos para turistas do próprio estado, do Brasil e também do exterior”, afirmou o secretário adjunto de Turismo, Luís Carlos Nigro.

Outro eixo central da feira é a geração de negócios. Para isso, o Sebrae aposta em rodadas comerciais nacionais e estaduais, além da estruturação de novos produtos turísticos para ampliar a presença de Mato Grosso no mercado.

“O turismo é uma cadeia formada majoritariamente por pequenos negócios. Nosso trabalho é estruturar esses produtos e conectar os empresários aos mercados, e a FIT é o principal ambiente para isso acontecer”, explicou a assessora da Diretoria Técnica do Sebrae-MT, Marisbeth Gonçalves.

Entre as novidades desta edição, está o lançamento de novos roteiros, como a Rota dos Primatas, além da ampliação das rodadas de negócios e da participação de operadores de diferentes regiões do país.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA