MATO GROSSO
Instituições públicas levam serviços à zona rural de Vila Bela
MATO GROSSO
O Distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521km de Cuiabá), será palco do Mutirão da Fronteira nos dias 12 e 13 de junho. O evento, organizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso em parceria com diversas instituições públicas, tem como objetivo oferecer serviços relacionados à saúde, cidadania e assessoria jurídica. Os atendimentos ocorrem na Escola Municipal Ponta do Aterro, das 13h às 17h do dia 12 e das 8h às 17h do dia 13.
Entre os serviços oferecidos estão: orientação jurídica para possíveis demandas judiciais e extrajudiciais; esclarecimento de dúvidas sobre direito de família, benefícios previdenciários, defesa em processos criminais; pré-cadastro para regularização fundiária; orientações sobre os direitos das mulheres, imigrantes, abuso e exploração sexual contra crianças e
adolescentes, entre outros.
Também serão ofertados emissão de primeira e segunda via de documentos (RG e CPF); vacinação para adultos e crianças; aferição de pressão arterial; testagem rápida de HIV, sífilis e hepatite; atendimento médico com oftalmologista, ortopedista, clínico geral e dentista; exame de ultrassonografia, exame de próstata, coleta de preventivo; atualização do Cartão SUS; atendimento com psicóloga e assistente social vinculado à saúde; cadastro e atualização em programas sociais (CadÚnico).
A ação terá a participação do Poder Judiciário, Defensoria Pública da União, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Judiciária Civil, Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Secretaria Municipal de Assistência Social (CRAS), Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Tutelar e Procuradoria Municipal.
Para o mês de julho, ainda está prevista a realização do Mutirão da Fronteira na Comunidade Nova Fortuna, zona rural do município de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MP MT
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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