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Inscrições do processo seletivo para bombeiros temporários são prorrogadas; salário inicial é de mais de R$ 3,4 mil

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MATO GROSSO

As inscrições para o processo seletivo simplificado para soldado BM temporário de segunda classe, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), foram prorrogadas. Os interessados têm até o próximo domingo, 29 de dezembro, para se candidatar. A retificação do edital consta na edição do Diário Oficial da última sexta-feira (20.12).

Além de prorrogar as inscrições, o CBMMT aumentou a remuneração e ampliou o tempo de contratação previsto no processo seletivo.

Com a mudança no edital, a remuneração inicial passa ser de R$ 3.436,25, podendo chegar a R$ 4.708,61, além do auxílio-alimentação de R$ 486,14. Já os contratos temporários poderão ter a duração de oito anos.

O processo seletivo busca a formação de cadastro de reserva para os cargos de soldado BM de segunda classe e soldado BM de saúde de segunda classe. Os interessados podem se inscrever pelo site do Instituto Selecon.

As oportunidades são para 32 municípios: Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Garça, Cáceres, Campo do Parecis, Campo Verde, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Comodoro, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Guarantã do Norte, Jaciara, Juara, Juína, Poconé, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Santo Antônio Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Tapurah e Várzea Grande.

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O seletivo é para ambos os sexos. Para participar, é preciso ter idade mínima de 18 anos e máxima de 35 anos, ensino médio completo (para o cargo de auxiliar de bombeiro), ensino médio e curso técnico completo (para o cargo de técnico de enfermagem), além de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida, categoria B no mínimo. Há vagas reservadas para os candidatos autodeclarados negros ou pardos.

Como participar

As inscrições devem ser realizadas pelo site do Instituto Selecon, banca organizadora do processo seletivo. A taxa é de R$ 90. A inscrição é confirmada somente após o pagamento.

O processo seletivo será realizado em duas etapas, abrangendo sete fases. A primeira etapa inclui prova objetiva, prevista para 19 de janeiro de 2025, Teste de Aptidão Física (TAF) e prova de títulos.

A segunda etapa será composta por quatro fases: avaliação psicológica, investigação social, exames médico-odontológicos e o curso básico de soldado temporário (CBSdT).

A convocação dos classificados está prevista para 11 de abril.

A validade do processo seletivo é de dois anos podendo ser prorrogada por igual período.

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Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Quando um filho chama

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Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

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Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

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Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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