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MATO GROSSO

Indea e Empaer identificam causa de morte de vaca por Diarréia Viral Bovina

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MATO GROSSO

As médicas veterinárias da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) identificaram a causa da morte de uma vaca de um produtor do município de Cáceres (a 225 km de Cuiabá) como Diarréia Viral Bovina (BVDV). A doença pode ser evitada se o rebanho estiver vacinado.

A médica veterinária Laura Peixoto de Arruda relata que o produtor entrou em contato com o Indea para investigar o que estava acontecendo, pois as quatro vacas que foram para a propriedade vinham emagrecendo sem resultado com uso de vários medicamentos. Posteriormente, começaram a aparecer outros sintomas.

Ela reforça que a BVD é uma doença que pode causar vários sintomas diferentes, como aborto, repetição de cio, nascimento de animais com malformação, nascimento de animais fracos e também pode causar sintomas digestivos (diarréia, úlceras), doença respiratória, hemorragia, lesões de pele e ainda diminuir a imunidade.

“É uma doença que existe circulante tanto no gado leiteiro quanto gado de corte. A prevenção é através da vacinação e é claro, da aquisição de animais sadios. Existe vacina para doenças reprodutivas. Geralmente, o produtor só ouve falar de Brucelose, mas existem outras doenças de impacto na reprodução e a BVD é uma delas”.

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Os animais infectados com as secreções, fezes, urina, aborto, sangue de animais doentes podem desenvolver desde uma forma mais leve e que passa despercebida ou a forma mais grave da doença, como ocorreu nessa propriedade. “Os bezerros que nascem infectados são os que disseminam a doença em toda a propriedade e o produtor nem suspeita”, completa ela.

A médica ressalta que a Empaer e o Indea estão à disposição do produtor para auxiliar na identificação de qualquer doença que apareça.

Já a veterinária do Indea Jussara Araújo Aragute reforça que foi realizada a coleta de material e enviado ao laboratório e os exames deram negativo para doenças vesiculares e isolamento viral. “Em parceria com a Laura da Empaer, realizamos a necropsia já com a suspeita de BVD, que foi confirmada. O nosso alerta é para a importância da comunicação ao serviço de defesa animal quando tiver suspeita de doenças e assim trabalharmos na prevenção do rebanho”, conclui.

Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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