MATO GROSSO
Governo investe R$ 10,5 milhões, recupera parte inferior da Trincheira Jurumirim e libera trânsito na região
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso liberou, na manhã desta sexta-feira (28.01), o trânsito na parte inferior do Complexo Viário Engenheiro José Luiz Borges Garcia, a Trincheira Jurumirim, que foi projetada para a Copa do Mundo e nunca entregue oficialmente ao Estado, uma vez que precisou passar por intervenções de recuperação da obra.
Para recuperar as paredes e a pista da parte interna da estrutura, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) investiu até o momento R$ 10,5 milhões.
A partir de agora, serão realizadas intervenções na parte superior do local. O orçamento total da obra é de R$ 14,2 milhões, em recursos próprios do Governo do Estado.
O governador Mauro Mendes, que percorreu o trecho liberado e conferiu alguns detalhes da obra, afirmou que a intervenção foi feita para dar condições adequadas a essa importante estrutura da mobilidade urbana da capital.

“Era uma obra lamentável, com muitos vícios, muitas falhas de construção, pavimento comprometido. A Sinfra-MT fez todo o projeto, estamos liberando essa etapa e agora vamos para a parte superior. É mais uma daquelas obras da Copa que estamos colocando em condições adequadas, para que a gente possa sepultar de vez essa parte da história que não orgulha nenhum de nós”, afirmou ele.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, destacou que essa é uma importante etapa para a conclusão da obra, mas lembrou que ela ainda não está pronta. “Temos hoje já 80% da solução do problema da trincheira Jurumirim, mas agora temos que resolver a parte de cima e começar o trabalho o mais rápido possível, inclusive para não prejudicar tudo o que foi feito na parte inferior”.
O que foi feito
Iniciada em junho de 2021, a recuperação da trincheira buscou resolver uma série de patologias apresentadas desde 2014. Foi retirada toda a capa asfáltica e refeito o sistema de drenagem e de base. O sistema de iluminação também precisou ser trocado, para garantir luminosidade adequada à trincheira e garantir maior segurança aos condutores.

Interdições parciais
Sobre os serviços a serem realizados na parte superior, o secretário Marcelo de Oliveira explicou que não haverá interdição total, que a intenção é realizar os trabalhos em partes, como forma de não prejudicar os motoristas e o comércio.
“Faremos isso para não prejudicar o comércio, que sofreu na época que a obra foi construída, sofreu durante a pandemia, agora com essa correção. Vamos falar com a empresa para fazer serviços no período noturno e nos fins de semana, para não comprometer a região e em até 90 dias estará tudo pronto”.
Entre os serviços a serem realizados na parte superior está a troca das juntas de dilatação, equipamentos fundamentais para a estrutura da trincheira e que estão danificados. Também serão corrigidos problemas nas rotatórias, patologias no asfalto e aplicação de microrrevestimento e sinalização.

Histórico da Obra
A trincheira Jurumirim/Trabalhadores começou a ser construída em 29 de março de 2012, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014. Com orçamento inicial de R$ 39,3 milhões, a obra foi paralisada em julho de 2014, já tendo custado R$ 50,5 milhões e com 98% dos serviços executados pelo Consórcio Sobelltar.
No fim de 2014, começaram a surgir infiltrações nas paredes da trincheira e defeitos no pavimento da parte interna. O Governo tentou negociar com o Consórcio responsável, mas não obteve um acordo e agora busca a sua responsabilização.
A atual gestão realizou estudos para identificar as causas dos problemas e suas soluções. Após a finalização dos estudos, foi realizado procedimento licitatório, que apontou o consórcio LM Cuiabá como vencedor, com um valor de R$ 14.200.437,44.
Após a assinatura do contrato, a Sinfra-MT realizou reuniões com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá, solicitando apoio para o início das obras. A prefeitura fez uma série de exigências e condicionou a liberação ao término de outra obra, realizada pela própria prefeitura. Devido a isso, a obra começou apenas em 08 de junho de 2021, atrapalhando o cronograma proposto pela Sinfra-MT.

“Apesar dos entraves, essa primeira etapa está entregue. Os cidadãos agora podem trafegar pela trincheira com segurança e conforto”, finalizou o governador.
Também acompanharam a liberação da parte interna da trincheira os deputados estaduais Wilson Santos e Paulo Araújo, além de secretários de Estado e outras autoridades.
MP MT
Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada
A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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