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MATO GROSSO

“Tivemos grandes avanços nas questões indígenas neste governo”, afirma liderança Kayabi

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MATO GROSSO

“Quero reforçar que tivemos grandes avanços nas questões indígenas, principalmente, com a presença da primeira-dama Virginia Mendes, que visitou várias aldeias nesses últimos anos. Este governo olha para os indígenas como nunca fomos vistos e vamos nos empenhar para juntos seguirmos nesse caminho”.

A afirmação é do líder indígena Taravy Kayabi, de Apiacás, durante reunião com o governador Mauro Mendes, nesta terça-feira (29.11), no Palácio Paiaguás, com 43 etnias indígenas de Mato Grosso. Os indígenas apresentaram algumas demandas, que serão avaliadas pelo chefe do Executivo Estadual.

“É meu dever como cidadão e governador de Mato Grosso atender aos povos indígenas e também aos povos tradicionais. Um governo precisa olhar para o estado como um todo, mas com atenção especial para aqueles que necessitam de mais apoio. Os povos indígenas podem contar conosco sempre que for possível”, declarou o governador.

Mauro Mendes destacou a necessidade de ampliação da economia indígena e para isso, determinou a articulação de uma política estadual, que será trabalhada pela Casa Civil, por meio da Superintendência de Assuntos Indígenas.

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“Vamos ouvir as 43 etnias, vamos estudar a melhor forma para fazer disso e estabelecer prazos para que todos possam dizer como querem construir sua autonomia econômica”, pontuou o governador, acrescentando a liberação de um curso de formação em gestão para indígenas, na Unemat.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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