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MATO GROSSO

Governo do Estado investe 6,8 milhões em bolsas de iniciação científica para as universidades públicas

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MATO GROSSO

O Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Fernandes da Silva, Secretário-chefe Casa Civil, Fabio Paulino Garcia e o Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, assinaram ontem (05/6), uma cooperação técnica com universidades públicas de Mato Grosso, com um investimento no valor de R$6,8 milhões para a contratação de 820 bolsas de estudos de iniciação científica (IC) para alunos de graduação.

As bolsas irão permitir o ingresso de alunos em projetos de pesquisa e inovação em todas as áreas do conhecimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). A seleção dos bolsistas será de responsabilidade das próprias universidades cooperadas.

O Secretário de Ciência. Tecnologia e Inovação (Seciteci) Allan Kardec ressaltou a importância da iniciativa. “Essa é uma oportunidade significativa para o desenvolvimento tecnológico do estado. Através da Seciteci e Fapemat, o governo de Mato Grosso, está cumprindo sua missão institucional de incentivar a pesquisa, o conhecimento científico, tecnológico e de inovação. Além do mais, temos que garantir condições de que esses pesquisadores possam desenvolver seus projetos e é o que estamos fazendo’.

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“Sabemos da importância dessas bolsas para iniciação desses alunos na pesquisa e desenvolvimento tecnológico, estamos investindo em formação de recursos humanos para o desenvolvimento acadêmico científico, onde contribuirão para o crescimento de Mato Grosso”, ressaltou o Presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva.

Participaram do ato

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva; a pró-reitora de Pesquisa e Pos-graduação da Unemat, Aúrea Regina Ignácio, a pró-reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Edna Maria Bonfim da Silva, o professor Renato Nataniel Wasques, Vice-Reitor da Universade Federal de Rondonópolis (UFR) e Bruno Araújo, Pró-Reitor de Pesquisa da UFMT.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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