MATO GROSSO
Governador participa dos primeiros treinos do Campeonato Brasileiro de Motocross
MATO GROSSO
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participou dos primeiros treinos dos pilotos da 3ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross nesta sexta-feira (23.5). Na ocasião, ele disse que a pista do Parque Novo Mato Grosso, onde ocorre o campeonato, tem estrutura de padrão internacional e posicionará Mato Grosso como referência para grandes eventos do esporte.
“Estamos construindo um espaço grandioso e que vai unir várias modalidades dando oportunidade aos atletas e também as pessoas que moram na cidade. Aqui teremos muitos equipamentos, como autódromo, kartódromo, pista de skate e áreas de caminhada e lazer. A ideia é que o parque tenha a opção de utilização noturna, o que será um diferencial e uma atrativa para o clima quente da capital”, afirmou.
A pista de motocross foi usada pela primeira vez na sexta-feira e já teve baterias de teste noturnas para testar a iluminação. Os pilotos aproveitaram bem o percurso e fizeram manobras que tiraram aplausos e comemorações de quem assistia.
Christiano Antonucci/Secom-MT
Com mais de 300 hectares, o parque está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações e Projetos (MT Par), e contará com diversos atrativos. O objetivo é trazer lazer e também fomentar a economia por meio do setor de eventos, já que a estrutura tem capacidade para receber eventos de grande porte.
No caso da pista de motocross, ela é um dos equipamentos já concluídos e está sendo utilizada na competição. Os pilotos tiveram acesso à pista pela primeira vez na sexta-feira (23), durante os treinos, que ocorreram ao longo da tarde e da noite. As provas classificatórias e oficiais seguem neste sábado e domingo.
“Temos um parque grandioso e com muitos equipamentos. Então, não vamos esperar para inaugurar tudo de uma única vez. Vamos começar a usar conforme forem ficando prontos, entregando lazer, esporte e atrativos para a população. Assim fizemos com a pista de motocross”, explicou Mendes.
Patrocinado pela Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Secel), o Campeonato Brasileiro de Motocross é o primeiro evento realizado na nova pista. A expectativa é de que mais de 30 mil pessoas passem pelo local ao longo dos três dias de programação, entre pilotos, equipes, empresários e visitantes.
Christiano Antonucci/Secom-MT
Na tarde deste sábado, já serão realizados os primeiros pódios, com premiação para as categorias MX4, YZ125, 50cc, MX3, 65cc e MX2JR.
Confira a programação completa até domingo e programe sua agenda:
Evento: 3ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross
Local: Parque Novo Mato Grosso
Horário:
Sábado – das 9h às 21h
Domingo – das 8h às 16h
SÁBADO (24/05)
Provas Oficiais
13h30 – MX4 (15 min. + 2 voltas)
14h05 – YZ125 (20 min. + 2 voltas)
14h40 – 50cc (15 min. + 2 voltas)
Manutenção de pista – 20 minutos
15h25 – MX3 (20 min. + 2 voltas)
16h00 – 65cc (15 min. + 2 voltas)
16h30 – MX2JR (20 min. + 2 voltas)
17h00 – Pódio: MX4, YZ125, 50cc, MX3, 65cc e MX2JR
DOMINGO (25/05)
Treinos Livres
08h00 às 08h20 – MX2
08h25 às 08h45 – MX1
08h50 às 09h10 – MXJR
Treinos Cronometrados
09h15 às 09h35 – MX2
09h40 às 10h00 – MX1
10h05 às 10h25 – MXJR
Manutenção de pista – 1h05min
Provas Oficiais
11h30 – MX2 (30 min. + 2 voltas)
12h30 – MX1 (30 min. + 2 voltas)
13h30 – MXJR (20 min. + 2 voltas)
14h00 – Pódio: MXJR
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Capacitação termina com painel sobre atendimento especializado
A capacitação “Abraçando as Diferenças – Escola para Todos”, promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), terminou na tarde de sexta-feira (21) com um painel dedicado à educação inclusiva, abordando o papel do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e os desafios para sua implementação nas redes de ensino. Além da palestra do escritor e estudante de Filosofia Fernando Murilo Bonato, o encontro contou com exposições dos promotores de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior e Patrícia Eleutério Campos Dower.Ao abordar o tema “Atendimento Educacional Especializado: o que é, público-alvo, profissionais envolvidos e suas respectivas funções”, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior destacou que uma escola verdadeiramente inclusiva precisa garantir não apenas o acesso e a permanência dos estudantes com deficiência no ensino regular, mas também a aprendizagem e a participação efetiva.“Temos quatro pilares na educação: acesso, permanência, aprendizado e participação. Em muitos casos, a percepção que nós temos é que está sendo garantido somente o acesso e a permanência. Mas nós temos que caminhar para um próximo passo, a garantia da aprendizagem e da participação”, afirmou.Segundo o promotor de Justiça, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é voltado à identificação das necessidades de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, oferecendo recursos e estratégias que favoreçam seu desenvolvimento no ambiente escolar. Ele ressaltou que o principal indicador de qualidade desse atendimento é o avanço gradual da autonomia do estudante.“Um dos principais pontos para avaliarmos um atendimento educacional especializado de qualidade é que o aluno, com o passar do tempo, tenha cada vez menos necessidade de atendimento educacional especializado. Essa autonomia é o ponto-chave”, destacou.Durante a palestra, Miguel Slhessarenko explicou que o planejamento da educação inclusiva deve estar fundamentado em três instrumentos essenciais: o Estudo de Caso, o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o Plano Educacional Individualizado (PEI). Conforme explicou, esses documentos reúnem informações sobre a trajetória escolar do estudante, suas necessidades, potencialidades e estratégias pedagógicas necessárias para garantir seu aprendizado.O promotor de Justiça observou ainda que, embora a legislação e os procedimentos relacionados à inclusão já sejam amplamente conhecidos, o maior desafio continua sendo a aplicação efetiva dessas políticas no cotidiano escolar. Nesse contexto, defendeu o fortalecimento da atuação integrada entre professores, gestores, profissionais de apoio e famílias.“O sucesso do atendimento educacional especializado em qualquer escola, pública ou privada, depende da articulação dos profissionais da educação, das equipes gestoras, dos profissionais de apoio, da comunidade escolar e das famílias. Sem essa articulação, nós não temos um atendimento educacional especializado de sucesso”, afirmou.O palestrante também esclareceu o papel dos profissionais envolvidos no processo de inclusão, ressaltando que o profissional de apoio deve atuar para promover a participação do estudante, jamais para isolá-lo das atividades escolares. Segundo ele, a função desse profissional é estimular a autonomia e a interação do aluno nos diferentes espaços da escola, evitando qualquer forma de segregação. “O profissional de apoio tem que facilitar a participação do aluno, porque ele não pode segregar”, enfatizou.Outro ponto abordado foi a prevalência da avaliação pedagógica sobre o laudo médico na definição das necessidades educacionais dos estudantes. Conforme explicou, quando a avaliação da escola apontar a necessidade de um profissional de apoio, a disponibilização desse serviço torna-se obrigatória, independentemente da existência de prescrição médica.O promotor de Justiça também destacou os avanços obtidos pela educação inclusiva nas últimas décadas. Segundo ele, o número crescente de estudantes com deficiência que concluem a educação básica e ingressam no ensino superior demonstra os resultados positivos das políticas de inclusão. “A demanda hoje da educação inclusiva já está nas universidades. Os alunos estão tendo sucesso educacional, estão avançando, completando seus estudos e chegando ao ensino superior”, observou.Miguel Slhessarenko ainda reforçou que a responsabilidade pela inclusão não deve recair apenas sobre professores ou profissionais especializados, pois depende do trabalho integrado entre todos os atores envolvidos no processo educacional. “O sucesso do atendimento educacional especializado em qualquer escola, seja ela pública ou privada, depende desses fatores: a articulação dos profissionais da educação, das equipes gestoras, profissionais de apoio, comunidade escolar e famílias, para garantir uma escola para todos abraçando as diferenças. Sem essa articulação, nós não temos um atendimento educacional especializado de sucesso”, concluiu. Desafios – Na sequência, a coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do MPMT, promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, abordou os desafios para a efetivação do Atendimento Educacional Especializado nas redes de ensino. A palestrante apresentou dados levantados pelo Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação de Mato Grosso (Gaepe-MT), que revelam obstáculos ainda presentes na garantia do direito à educação inclusiva em todo o estado.Segundo o diagnóstico, realizado em 2025 nos 142 municípios mato-grossenses, parte significativa das redes de ensino ainda enfrenta dificuldades relacionadas à formação de profissionais, elaboração de planos individualizados de atendimento, acompanhamento pedagógico dos estudantes e adequação da infraestrutura escolar. Entre os dados apresentados, destacam-se a exigência indevida de laudo médico para acesso ao AEE por mais da metade das redes municipais e a ausência de monitoramento da aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial em 52% dos municípios.Durante a palestra, Patrícia Dower ressaltou que “a deficiência não é problema. Deficiência é uma característica, faz parte da diversidade humana e ela é realidade social”. A promotora de Justiça também chamou a atenção para as barreiras enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência para terem acesso a direitos básicos. “Muito mais difícil do que ter deficiência é a pessoa ter que brigar para estar na escola, brigar para ter atendimento de saúde”, destacou, observando que, apesar dos avanços legislativos, a efetivação dos direitos ainda representa um desafio para muitas famílias.Outro ponto enfatizado foi a necessidade de superar visões limitantes sobre a capacidade de aprendizagem dos estudantes com deficiência. Segundo ela, todas as pessoas são capazes de aprender e devem ter assegurado o direito ao desenvolvimento educacional. “Não tem ninguém que está na escola só para socializar. Todo mundo aprende”, afirmou.Ao analisar os principais entraves para a implementação das políticas inclusivas, Patrícia Dower apontou a persistência de barreiras atitudinais e de uma cultura de segregação, além da alta rotatividade de profissionais, das cargas horárias insuficientes para o planejamento pedagógico e da carência de Salas de Recursos Multifuncionais. Ela também alertou para a falta de integração entre as áreas da Educação, Saúde e Assistência Social, considerada essencial para o atendimento integral dos estudantes.A promotora de Justiça criticou ainda a utilização inadequada de estagiários para suprir a falta de profissionais especializados. “Estágio não é para substituir mão de obra”, ressaltou, ao defender a valorização e a qualificação dos trabalhadores que atuam diretamente na inclusão escolar.Outro tema abordado foi a autonomia pedagógica das instituições de ensino. Patrícia explicou que a articulação com a área da saúde é importante para qualificar o planejamento educacional, mas não pode servir como condicionante ao acesso dos estudantes à escola ou ao Atendimento Educacional Especializado. Nesse contexto, destacou que a avaliação pedagógica deve prevalecer sobre os laudos clínicos na definição das necessidades educacionais dos alunos.“O laudo não prevalece em relação à avaliação pedagógica, mas ela tem que ser decente”, afirmou. Segundo a promotora, a matrícula e o acesso ao AEE não podem ser condicionados à apresentação de diagnósticos ou pareceres médicos, uma vez que o direito à educação é garantido independentemente de comprovação clínica.A palestrante concluiu lembrando que a concretização da educação inclusiva exige mais do que boas intenções. Para ela, é necessário transformar direitos garantidos em ações efetivas capazes de assegurar acesso, permanência, aprendizagem e participação a todos os estudantes. “Boa intenção não faz boa ação”, afirmou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
MATO GROSSO3 dias atrásPrefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
-
ESPORTES5 dias atrásAtlético-MG empata com Bragantino e avança às quartas da Sul-Americana
-
PROF. FARINA6 dias atrásEvolução Intelectual e Evolução Moral
-
Rondonópolis3 dias atrásRondonópolis abre novo prazo para regularização dos mototaxistas
-
POLÍTICA6 dias atrásComissão de Indústria, Comércio e Turismo aprova seis projetos em reunião nesta terça-feira
-
OAB MT5 dias atrásGisela Cardoso confirma presença em roda de conversa da OAB-MT sobre violência contra a mulher e rede de apoio
-
ESPORTES4 dias atrásCorinthians vence Rosario Central e avança às quartas da Libertadores
-
OAB MT5 dias atrásEm Rondonópolis, Aline Luciana destaca ações concretas da OAB-MT no combate à violência contra a mulher




