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Governador envia PEC para regularizar criação de parques estaduais em MT

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MATO GROSSO

Com o objetivo de garantir efetiva proteção ao meio ambiente, o governador Mauro Mendes propôs Projeto de Emenda Constitucional (PEC) à Assembleia Legislativa que visa regularizar a criação de parques estaduais em Mato Grosso.

O documento foi enviado nesta quarta-feira (07.12) e será analisado pelos deputados estaduais. 

A PEC prevê que a criação de novos parques estaduais só poderá ocorrer após a regularização de 80% das unidades de conservação já criadas. 

A medida visa garantir que a possível criação de novos parques ocorra dentro dos requisitos previstos na Constituição, de forma a assegurar que a preservação dos biomas mato-grossenses ocorra de fato, e não só no papel.

Conforme o documento, o Sistema Estadual de Unidades de Conservação abrange 47 unidades, entre parques estaduais, reservas, áreas extrativistas, estações ecológicas, entre outras, que somam mais de 2,8 milhões de hectares, parte delas criadas em territórios públicos e outras em áreas privadas.

“Contudo, passados mais de 20 anos da criação, somente 7,3% desse território possui regularização fundiária […] Assim, culminando a falta de implementação das Unidades de Conservação do Estado de Mato Grosso há mais de 20 anos, tem induzido uma falsa proteção ao meio ambiente regional, uma vez que muitas dessas áreas existem no papel, legalmente instituído pelo Poder Público, sendo que, na prática, não ocorreu a integral e concreta ação de preservação/conservação, principalmente pela coexistência de áreas privadas nos limites da Unidade de Conservação”, diz trecho.

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O projeto expõe que a maioria dos proprietários das terras que foram convertidas em unidades de conservação nunca foram indenizados, o que contraria a Constituição.

“A constituição de unidade de conservação, sem a devida previsão de regularização fundiária gera um quadro de caos econômico, financeiro, social e administrativo, que muitas vezes leva ao Judiciário a tentativa de solucionar a problemática criada, como ocorre, por exemplo, com os Parques Estaduais Serra de Ricardo Franco e Cristalino”, afirma.

A PEC também destaca que boa parte desses parques foram criados sem qualquer previsão orçamentária para sua implementação e gestão, “tornando inócua a lei protetiva”. “É chegado o momento de revisar essas normativas que somente criaram verdadeiras ‘unidades de papel’, permitindo assim, uma governança ecológica de resultados práticos e não meramente formais”.

Desta forma, o projeto prevê que novas unidades de conservação só possam ser criadas após a regularização de 80% dos parques já existentes, “conjuntamente com a disponibilização de dotação orçamentária necessária para a completa e efetiva indenização aos proprietários afetados”.

“Assim, necessário o presente Projeto de Emenda Constitucional para se instituir um gatilho de segurança para a criação de novas UC’s no Estado, prevalecendo a primazia do meio ambiente para as futuras gerações, estas que muitas vezes não têm voz no presente”, completa o documento.

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Fonte: GOV MT

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Polícia Civil cumpre mandados em investigação de ataques virtuais contra moradores, servidores e políticos de Mirassol D’Oeste

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Boca Maldita para cumprir ordens judiciais dentro de investigações que apuram uma série de ataques contra a honra de moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e região por meio da internet.

Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com autorização judicial para a exploração de dispositivos eletrônicos, além de dois mandados de medidas cautelares. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste e Cuiabá.

As diligências, conduzidas pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, têm como objetivo coletar provas e aprofundar as investigações sobre a possível prática reiterada dos crimes de injúria, difamação e calúnia.

Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para disseminar conteúdos ofensivos, expondo vítimas, abalando reputações e ampliando o alcance das ofensas no ambiente virtual.

As investigações apontam que os ataques teriam atingido diversos cidadãos, incluindo servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e municípios vizinhos, gerando preocupação diante do potencial de propagação e do impacto causado pelas publicações.

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Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.

“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.

As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. Os fatos apurados serão encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Fonte: Governo MT – MT

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