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Governador e primeira-dama lamentam morte do soldado Teixeira

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MATO GROSSO

O governador Mauro Mendes e a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, lamentaram a morte do soldado PM Jaderson Nunes Teixeira, encontrado na tarde deste sábado (02.03) por moradores da região de Novo Santo Antônio.

“Foi com muita tristeza que recebemos a notícia sobre a localização do corpo do soldado Teixeira. Ainda tínhamos esperança de que ele pudesse ser encontrado bem, com vida. Pedimos que Deus conforte o coração de todos os amigos e familiares”, afirmaram.
O soldado Teixeira estava na embarcação que virou no Rio das Mortes nesta sexta-feira (01), durante uma fiscalização ambiental. Além dele, também estavam o segundo-sargento PM Helidiony Barbosa, que foi encontrado morto na manhã deste sábado, e o gerente do Parque Estadual do Araguaia, servidor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Johann Dávilas Barros Cavalcante, que conseguiu se salvar.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Augusto Roveri, também manifestou pesar pela morte do militar.
“Montamos uma força-tarefa e acreditávamos que poderíamos encontrá-lo com vida. Recebemos com muito pesar essa notícia e lamentamos muito essa fatalidade. Desejamos força aos familiares e a todos os amigos por essa irreparável perda”, declarou o secretário.
Desde as primeiras informações sobre a fatalidade, a Secretaria de Estado de Segurança Pública encaminhou equipes de busca e resgate para localizar as vítimas do acidente. O Governo de Mato Grosso segue prestando apoio às famílias.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena homem por assassinato de mulher trans

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá acolheu a tese sustentada pelo Ministério Público de Mato Grosso e condenou, nesta terça-feira (04), Junio Santos da Silva a 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social de Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior), de 55 anos. Pelo MPMT, atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, rejeitando a absolvição do réu, e confirmou todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, mediante asfixia, com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino, em contexto de discriminação contra uma mulher trans.Durante o julgamento, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva destacou que Gisa integra a exposição “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso voltada à sensibilização da sociedade sobre vítimas de feminicídio e violência de gênero. Segundo ele, a presença de Gisa na mostra evidencia o reconhecimento de sua identidade de gênero e reforça a necessidade de enfrentamento à violência motivada por preconceito. “Isso reforça a posição do Ministério Público em reconhecê-la como mulher”, afirmou.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. Gisa foi atingida por diversos golpes na cabeça e asfixiada, sofrendo lesões que provocaram sua morte.“Essa condenação reafirma que nenhuma forma de violência motivada por preconceito pode ser tolerada. O Ministério Público trabalhou para demonstrar aos jurados a dinâmica dos fatos, a autoria do crime e as circunstâncias que envolveram a morte de Gisa, garantindo a busca por justiça para a vítima e seus familiares”, pontuou o promotor de Justiça.Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira destacou que os jurados reconheceram todas as circunstâncias qualificadoras submetidas à apreciação do Tribunal do Júri. Ao fixar a pena, considerou, entre outros aspectos, os impactos causados à família da vítima, especialmente à irmã e às sobrinhas, que sofreram consequências psicológicas duradouras em decorrência do crime.O acusado já estava preso preventivamente desde novembro de 2024. A magistrada determinou a manutenção da prisão e a execução imediata da pena, negando ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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