CUIABÁ
Search
Close this search box.

Eleições 2022

Gilberto Figueiredo visita região do Araguaia e ganha apoio da população

Publicado em

MATO GROSSO

Ex-secretário de saúde cumpriu agenda de campanha em municípios do Araguaia nesta semana

Em visita ao Vale do Araguaia, na última semana, o candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo (UB) realizou uma série de encontros regionais em conjunto com lideranças e apoiadores locais dos municípios de Barra do Garças, Ribeirão Cascalheira, Canarana e Campinápolis.

Ao lado do candidato a deputado federal Fabio Garcia (UB) e da prefeita de Ribeirão Cascalheira, Luzia Brandão, Gilberto recebeu apoio em reunião no município e ouviu as necessidades dos moradores.

“Estamos no momento de mostrar nosso empenho e trabalho em prol da população. A determinação que tivemos nesses três últimos anos, como secretário de saúde, foi de colocar a casa em ordem e honrar os compromissos do Governo. O Estado está fazendo o maior investimento da história de Mato Grosso, construindo seis hospitais ao mesmo tempo, um deles nessa região do Araguaia, em Confresa. Além disso, temos cerca de 30 novos hospitais municipais e um deles será em Ribeirão Cascalheira, com a determinação e merecimento da atuação da prefeita Luzia”, destacou Gilberto. 

“Estou me colocando à disposição para ser o candidato da saúde e da educação. As duas áreas que atuei a minha vida toda, são áreas imprescindíveis para qualquer cidadão. Me empenhei muito junto ao governador, em parceira com o Fábio Garcia e a prefeita, para que a gente conseguisse aportar os recursos para construir o hospital municipal”, ressaltou.

Leia Também:  Boas Práticas: Fluxo para bens apreendidos sem vínculo processual inaugura Banco da Corregedoria
Fotos: Marcus Mesquita
Fotos: Marcus Mesquita

 

A prefeita Luzia Brandão elogiou a atuação de Gilberto à frente da Secretaria e lembrou das ações conjuntas que resultaram em melhorias na prestação do serviço na área da saúde no município. “Temos muita gratidão, porque quando o Gilberto esteve à frente da Secretaria, ele olhou para todos os municípios de forma igual, sem pensar que teria mais ou menos voto ou algum retorno futuro. Nos ajudou muito em Ribeirão Cascalheira. Muitos em esfera federal, estadual queriam saber quantos eleitores nós tínhamos no município antes de qualquer coisa. Até que nós encontramos com a equipe do Mauro, nosso governador, e quando ele assumiu em Mato Grosso essa história acabou”, declarou a gestora.

Já em Canarana, o médico e vereador pelo município, Thiago Bitencourt, avaliou o trabalho de Gilberto Figueiredo e destacou a importância de eleger o ex-secretário de saúde na Assembleia Legislativa. “Como secretário, nós vimos a qualidade, a capacidade técnica de execução dele. Sendo uma pessoa que sabe e entende tanto de saúde, o Gilberto vai poder ajudar muito a nossa cidade, destinando emendas, fazendo articulações políticas com o nosso governador para trazer as melhorias para o nosso município”.  

Leia Também:  Idosa destaca apoio que recebeu do Hospital Municipal de Cuiabá e policlínica do Planalto

O candidato a deputado federal, Fábio Garcia, apontou as mudanças positivas promovidas na saúde na região durante a atual gestão do Governo do Estado, que em meio à pandemia, soube lidar com ocorrências atípicas de forma equilibrada em todos os municípios do Estado.

“O Gilberto foi um grande secretário, enfrentou o momento mais difícil da saúde pública da história desse país. Vimos pessoas, amigos, parentes ficarem doentes, sofrerem e ele estava segurando o bastão na capital, dando apoio às outras prefeituras. É um ser humano que gosta de cuidar de pessoas. E o político precisa gostar de pessoas e cuidar das pessoas. Quem não gosta disso está buscando a profissão errada na política”, concluiu

Em Barra do Garças, Gilberto Figueiredo também participou de carreata e reunião com a candidata a deputada federal, Coronel Fernanda (PL), e o candidato à reeleição para o senado, Wellington Fagundes (PL).

Fotos: Marcus Mesquita

 

Fonte: Eleições 2022

Propaganda

TJ MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Elizeu visita Rondonópolis para grande ato de filiação do PL

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Mato Grosso é escolhido para sediar Troféu Brasil de Atletismo em 2023

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA