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Gefron participa de apreensão de 4,3 toneladas de drogas e arsenal de guerra no Amazonas

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MATO GROSSO

O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) atuou na operação que resultou na apreensão de 4,3 toneladas de drogas e de um arsenal de guerra com 10 armas de uso restrito e milhares munições, nesta quarta-feira (11.2), no Rio Solimões em Manacapuru, no estado do Amazonas.

A operação integrada que reuniu forças policiais do Amazonas, Polícia Federal, Polícia Nacional do Peru e contou com apoio da Inteligência do Gefron.

A ação retirou de circulação 3,9 toneladas de skunk, 426 kg de cocaína, oito fuzis e duas metralhadoras, mais de 3 mil munições de grosso calibre, 51 carregadores, motores e outros materiais ilícitos. A operação provocou prejuízo de R$ 114 milhões ao narcotráfico.

O coordenador do Gefron, coronel PM Manuel Bugalho Neto, considerou a apreensão histórica e destacou que a integração das forças de segurança entre outros estados vem se tornando fundamentais na desmobilização do crime organizado.

“Esta grande apreensão é o resultado do esforço do Governo do Estado de Mato Grosso em fazer o enfrentamento qualificado às organizações criminosas. Através dos investimentos na Segurança Pública, o Gefron consegue participar de operações além das divisas e fronteiras do Estado, seja participando de forma operacional, ou através da Inteligência Policial. Através da integração de forças conseguimos dar um duro golpe no crime organizado”, destacou.

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A Operação

A operação iniciou após as forças receberem a informação de que embarcações suspeitas estariam deslocando-se da região de fronteira do Peru para o Brasil pelo Rio Solimões com armamento de fogo de grosso calibre e grande quantitativo de substâncias entorpecentes.

Equipes deslocaram-se até o município de Manacapuru, onde interceptaram duas embarcações suspeitas. No momento da aproximação policial, as equipes foram recebidas com intenso disparos de arma de fogo e arremesso de explosivos, sendo necessário revidar. Diante do tiroteio, os suspeitos abandonaram as embarcações e jogaram nas águas do rio e fugiram da abordagem policial.

Durante varredura nas embarcações, foi constatada a presença de armamento de uso restrito, compatível com armamento de guerra, bem como expressiva quantidade de substâncias entorpecentes.

Todo o material ilícito foi apreendido e encaminhado à sede da Polícia Federal do Amazonas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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