MATO GROSSO
Exposição cinematográfica de Aníbal Alencastro estreia nesta terça-feira (7) no Cine Teatro Cuiabá
MATO GROSSO
O Cine Teatro Cuiabá recebe nesta terça-feira (7.4), das 8h às 22h, o lançamento da exposição de equipamentos de projeção cinematográfica das antigas salas de cinema, em comemoração ao aniversário da capital mato-grossense. A iniciativa é oferecida pelo projeto Cinema para Todos, que foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Pontos de Cultura – edição Polícia Nacional Aldir Blanc (Pnab).
Gratuita e aberta ao público até o dia 31 de maio, a exposição traz diferentes dispositivos antigos, como projetores super 8 e portátil de 16mm, editor de filmes, entre outros. Nos dias 7, 14 e 28 de abril, às 8h e às 14h, a atividade conta com a presença de Aníbal Alencastro, um dos pioneiros e mais reconhecido projecionista de cinema de rua de Mato Grosso.
O projecionista, que também é cartógrafo e historiador, ministra ainda uma palestra no dia 20 de abril, às 18h, na sala Anderson Flores do Cine Teatro Cuiabá. Aníbal Alencastro abordará a trajetória das exibições cinematográficas, considerando as primeiras projeções e a relação dessas com o desenvolvimento urbano na cidade.
Na palestra, serão discutidos os cinemas de ruas históricas, os cineclubes e as transformações no hábito de assistir filmes na cidade, numa análise das relações entre cinema e urbanização destacando como as salas de exibição marcaram a paisagem e a vida cultural cuiabana. A atividade é gratuita com vagas limitadas à capacidade da sala.
Cinema para Todos
De março a julho, o projeto Cinema para Todos oferta sessões gratuitas de cinema para grupos escolares da rede pública de ensino todas as terças-feiras, às 8h e às 14h, no Cine Teatro Cuiabá. O agendamento é feito pelo telefone 65 99972-3980 (whatsapp).
Para o público adulto, as sessões ocorrem às 19h30, com ingressos a R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Nesta terça-feira (7), será exibido o filme “Ruas da Glória” (Brasil, 2026, 103’), dirigido por Felipe Sholl.
Realizado pelo do Ponto de Cultura Associação Cultural Cena Onze, o projeto foi selecionado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Pontos de Cultura – edição Polícia Nacional Aldir Blanc (Pnab).
Ao todo, a seleção pública contemplou 31 entidades ou coletivos que desenvolvem ações culturais em todo o Estado. O valor total do investimento foi de R$ 3,72 milhões.
Serviço | Cinema Para Todos
Exposição Cinematográfica
Quando: de 7 de abril a 31 de maio, a partir das 8h
Local: Cine Teatro Cuiabá
Palestra com Aníbal Alencastro
Quando: 20 de abril, às 18h
Local: Cine Teatro Cuiabá – sala Anderson Flores
Sessões de cinema para grupos escolares
Quando: todas as terças-feiras, às 8h e às 14h
Local: Cine Teatro Cuiabá
Agendamento pelo telefone 65 99972-3980
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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