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MATO GROSSO

Exportações de carne bovina de MT crescem 74% no 1º trimestre de 2026

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MATO GROSSO

As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 74% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 1,136 bilhão.

Os dados foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nos números da balança comercial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reforçam o protagonismo mato-grossense no comércio internacional de proteína animal.

A China seguiu como principal destino da produção mato-grossense, com compras de US$ 550,83 milhões, o equivalente a 48,5% de toda a carne bovina que o Estado exportou durante os três primeiros meses do ano. O volume também foi mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando as aquisições chinesas totalizaram US$ 273,30 milhões.

Na segunda colocação, os Estados Unidos manteve sua posição, apesar da sobretaxação de 50% (tarifaço) imposta pelo país ao produto brasileiro. As compras norte-americanas passaram de US$ 52,06 milhões para US$ 105,89 milhões, representando 9,3% do total exportado – um crescimento de aproximadamente 103% na comparação anual.

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Chile (US$ 69,40 milhões), Rússia (US$ 63,67 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 36,01 milhões) completam a lista dos cinco maiores compradores de carne bovina no Estado. Juntos, esses cinco destinos concentraram 72,7% do valor total exportado no trimestre.

Entre os movimentos mais expressivos do período, destaca-se a ascensão dos Emirados Árabes Unidos. O país saltou da 15ª posição no primeiro trimestre de 2025 para o 5º lugar em 2026, com suas compras triplicando de tamanho: de US$ 11 milhões para US$ 36 milhões, alta de 222,4%.

O desempenho sinaliza o aprofundamento das relações comerciais com o Oriente Médio, tendência que também se refletiu no avanço de Israel e dos Países Baixos entre os maiores destinos do Estado. Na sequência do ranking geral aparecem ainda Egito, Israel, Itália, Países Baixos e Arábia Saudita, o que configura um portfólio diversificado de mercados consumidores.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, os resultados confirmam que a estratégia de internacionalização do agronegócio mato-grossense está no caminho certo, com ganhos tanto em volume quanto em diversidade de destinos.

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“Crescer 74% nas exportações de carne bovina em um único trimestre é um resultado expressivo, mas o que mais chama atenção é a qualidade desse crescimento. Estamos ampliando mercados, como vimos com os Emirados Árabes Unidos e, ao mesmo tempo, consolidando as relações com quem já compra do nosso estado. Essa combinação é justamente o que buscamos com a nossa estratégia de diversificação comercial”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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