MATO GROSSO
Ministro: “O governador de Mato Grosso demonstra compromisso com a Educação”
MATO GROSSO
A fala ocorreu na manhã desta quarta-feira (09.08), durante o 19º Fórum Nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime), realizado em Cuiabá – evento que tem o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
“Quero pedir palmas bem fortes para o governador Mauro Mendes. O conheço desde a época que fui governador do Ceará e sei do trabalho sério que ele toca. A presença do governador aqui é o símbolo do compromisso que ele demonstra com a Educação”, declarou.
Camilo Santana falou das políticas públicas que estão sendo formuladas no ministério, e pontuou que continuará sendo parceiro de estados que tratam a Educação como prioridade, a exemplo de Mato Grosso.
“Estamos juntos para garantir uma educação de qualidade ao povo do nosso país”, completou.
Mauro Mendes registrou que os grandes investimentos que a Educação de Mato Grosso tem recebido são inspirados no modelo implantado no Ceará, na gestão de Camilo Santana.
“Falei para minha equipe que não precisávamos criar a roda, mas nos espelharmos nos estados que fizeram dar certo. E o Ceará é um exemplo de excelentes resultados na Educação”, afirmou.
Conforme o governador, colocar a Educação de Mato Grosso entre as 10 melhores do país nos próximos anos continuará a ser uma das principais metas da gestão.
Por conta disso, foi implantado sistema de ensino formulado pela FGV; material didático igual de escolas particulares; notebooks aos professores e chromebooks aos alunos; TVs smart nas salas de aula; climatização nas escolas; oportunidade de intercâmbio aos melhores alunos; bônus por resultado aos profissionais da Educação; incremento da verba para reforma nas escolas; além da construção, reforma e melhorias em dezenas de escolas da rede estadual.
“A palavra união é fundamental para a educação. Precisamos de uma educação inclusiva, que nos permita olhar para o mundo, e seja atrativa aos alunos. Nosso foco é em melhorar o aprendizado e permitir um futuro melhor a milhares de estudantes”, destacou.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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