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Estudantes da rede estadual podem se inscrever nos cursos técnicos da Seciteci a partir de segunda-feira (07)

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) ofertará 2.240 vagas para 17 cursos técnicos gratuitos em 17 municípios. As inscrições começam na próxima segunda-feira (07.10) por meio de uma parceria com a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) e são para aulas no primeiro semestre de 2025.

As inscrições poderão ser feitas do dia 07.10 a 25.10. O prazo vale para alunos da rede estadual que farão a rematrícula para o ensino médio em unidades escolares que contam com a parceria Seciteci/Seduc. Nesse caso, os estudantes poderão fazer também curso técnico concomitante intercomplementar, ou seja, modalidade em que há aulas do ensino regular e técnico no mesmo período de estudo.

Os alunos que ainda não estudam em escolas da parceria Seciteci/Seduc precisarão aguardar o prazo de matrícula (19.11 a 22.11) para ingressar nessas unidades e também comunicar o interesse conforme a disponibilidade de vagas para curso concomitante intercomplementar.

No caso das vagas para cursos técnicos concomitantes em que o aluno cursa o ensino médio num período e o ensino profissionalizante em outro, ou até mesmo em unidade escolar diferente, o prazo de matrícula será divulgado em breve, assim como a data de inscrição para cursos técnicos subsequentes, destinado a pessoas que já concluíram a educação básica.

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As aulas ocorrerão já no primeiro semestre de 2025 nos períodos matutino, vespertino ou integral. Mais informações podem ser obtidas diretamente na secretaria das escolas parceiras ou nas escolas técnicas estaduais (Acesse aqui os contatos).

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, essa é uma oportunidade para as pessoas se prepararem para o mercado de trabalho com cursos de qualidade. “A pessoa terá dois diplomas: o do ensino médio e o de um dos nossos cursos que atendem as demandas regionais. É o governo de Mato Grosso cumprindo sua missão em qualificar nossa população com ensino técnico, tecnológico e profissionalizante reconhecido em todo o Estado”.

Para a definição dos cursos técnicos ofertados, a Secretaria Adjunta de Educação Profissional e Superior da Seciteci identificou as vocações de cada região, buscando disponibilizar áreas que atendam às necessidades locais.

Os cursos são de: técnico em informática, biocombustíveis, sistemas de energia renovável, agropecuária, contabilidade, agroindústria, agronegócio, farmácia, saúde bucal, logística, manutenção de máquinas industriais, redes de computadores, manutenção e suporte em informática, técnico em agricultura, administração, enfermagem, meio ambiente e segurança do trabalho.

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Mais detalhes sobre cursos e cidades podem ser obtidos no link (Acesse aqui).

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Enfam: Juiz do TJMT apresenta artigo sobre bioética e terminalidade infantil

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Um homem de terno preto e gravata azul posa em pé à direita de uma mesa de escritório preta. No centro da parede branca ao fundo, uma grande TV exibe uma videoconferência com quatro outras pessoas em janelas separadas.A leitura do artigo “O Fim da Vida em Pediatria e a Bioética: Parâmetros Ético-Jurídicos para as Decisões sobre a Terminalidade Infantil” convida à reflexão sobre um dos temas mais sensíveis enfrentados pela sociedade contemporânea: os limites éticos e jurídicos das decisões médicas envolvendo crianças em estado de terminalidade.

O trabalho é de autoria do juiz de Direito Anderson Fernandes Vieira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e analisa os desafios impostos pelos avanços da medicina à luz da dignidade humana, da proteção integral da criança e dos direitos fundamentais.

No estudo, fruto do trabalho de conclusão de sua especialização pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), o magistrado investiga os parâmetros capazes de orientar a tomada de decisões em casos sem perspectiva de cura. O debate foca no melhor interesse da criança e no cumprimento dos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal.

“A proposta do artigo não é defender a eutanásia ou a antecipação da morte, mas discutir critérios ético-jurídicos para situações excepcionais. Nesses cenários, os avanços da medicina ampliam a capacidade de prolongar a vida e geram conflitos que vão além do aspecto clínico, exigindo uma construção compartilhada entre família, equipe de saúde e o Judiciário, sempre valorizando os cuidados paliativos e a dignidade humana até o fim da vida”, destacou o juiz.

A produção acadêmica representa o resultado final da especialização em Bioética, Justiça e Direitos Humanos, promovida pela Enfam. Leia aqui o artigo completo.

https://esmagis-mc.tjmt.jus.br/esmagis-arquivos-prod/cms/2026_08_07_Artigo_da_pos_Bioetica_38035ef931.pdf

Conclusão da especialização

O juiz Anderson Vieira concluiu oficialmente o curso nesta quinta-feira (6 de agosto), após a defesa e aprovação do artigo científico. Segundo ele, a oportunidade marcou um importante ciclo de formação continuada voltado ao aperfeiçoamento da atividade jurisdicional. “Há um ano e meio, a Enfam abriu inscrições para uma pós-graduação em Bioética, Justiça e Direitos Humanos, com vaga para um juiz de cada estado, além de juízes federais e servidores da Justiça Federal. Eu fui o escolhido do TJMT e acabei de fazer a defesa final do artigo aqui na Enfam”, relatou.

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A especialização foi ofertada pela Enfam por meio de processo seletivo nacional e reuniu magistrados e servidores de diferentes instituições do Judiciário brasileiro. Para o magistrado, o curso permitiu aprofundar os estudos em um tema que ganha relevância crescente diante dos avanços tecnológicos e científicos na área da saúde. “A especialização representou uma oportunidade de aprofundar estudos em um tema de grande relevância para o Direito contemporâneo, especialmente diante dos desafios éticos e jurídicos decorrentes dos avanços da medicina”, destacou.

Homem de terno azul e barba por fazer sentado em plateia. Ao fundo, dois homens mais velhos de camisa e gravata, desfocados. Vieira assinalou que, ao longo do curso, procurou desenvolver uma pesquisa que dialogasse com questões concretas enfrentadas pela sociedade e pelo Poder Judiciário, contribuindo para a construção de decisões cada vez mais fundamentadas, humanas e comprometidas com a proteção dos direitos fundamentais.

Ele ressalta que os avanços da medicina ampliaram significativamente a capacidade de prolongar a vida, mas também passaram a exigir respostas jurídicas para situações extremamente delicadas, sobretudo quando envolvem crianças em estado de terminalidade. “Nesses casos, surgem conflitos que vão muito além da medicina, envolvendo a dignidade da pessoa humana, a proteção integral da criança, a atuação da família, da equipe de saúde e, em determinadas situações, do próprio Poder Judiciário.”

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Segundo o magistrado, o artigo buscou identificar parâmetros éticos e jurídicos capazes de orientar essas decisões dentro do ordenamento jurídico brasileiro, sempre priorizando a proteção integral da criança e seu melhor interesse. A pesquisa defende a importância dos cuidados paliativos, do diálogo entre os envolvidos e da preservação da dignidade humana em todas as etapas do tratamento.

Ao concluir a formação, Anderson Vieira reafirmou a importância da qualificação permanente da magistratura para enfrentar questões cada vez mais complexas da sociedade contemporânea. “Concluir essa especialização representa mais um passo no compromisso permanente com o aperfeiçoamento da atividade jurisdicional. Acredito que a formação continuada fortalece a magistratura, amplia a capacidade de enfrentar temas complexos com responsabilidade e sensibilidade e contribui para uma prestação jurisdicional cada vez mais qualificada, técnica e comprometida com a efetivação dos direitos fundamentais”, concluiu.

A aprovação do trabalho e a conclusão da especialização representam mais uma etapa na trajetória acadêmica do magistrado, que atualmente é mestrando em Direitos Fundamentais e Democracia, no Programa de Pós-Graduação em Direito do Centro Universitário Autônomo do Brasil.

Outras produções acadêmicas

Os interessados em conhecer outras produções acadêmicas desenvolvidas por magistrados e magistradas de Mato Grosso podem acessar o acervo disponibilizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). O espaço reúne artigos e trabalhos voltados ao debate de temas jurídicos contemporâneos, à difusão do conhecimento jurídico e ao aprimoramento da atividade jurisdicional.

Clique neste link para acessá-lo.

https://esmagis.tjmt.jus.br/pagina/60d4833bc9e8ac001b2485a6

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Lígia Saito

Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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