MATO GROSSO
Escola de Governo promove curso sobre o Estado e a Administração Pública
MATO GROSSO
As aulas irão ocorrer nos dias 25 de agosto e 1º de setembro, das 8h às 17h, na Escola Superior de Advocacia, no prédio da OAB, em Cuiabá. O curso possui carga horária de 16 horas e certificação pela Escola de Governo. O facilitador será o gestor governamental, doutor em História e especialista em Ciência Política, Vinicius de Carvalho Araújo.
O objetivo da formação é capacitar os participantes para que eles compreendam as dinâmicas de reforma do Estado brasileiro e os impactos disso na administração pública de Mato Grosso. Com esses conhecimentos, os servidores entenderão os processos históricos que envolvem a administração pública e poderão pensar em inovações para o futuro do serviço público.
“É importante entender a história contemporânea do Brasil e de Mato Grosso para se ter uma noção de como se deu a reforma do Estado. Afinal, para você propor mudanças, principalmente na administração pública, é preciso olhar para a história e entender a evolução dos modelos administrativos. É um instrumento de trabalho importante para quem atua na área de gestão estratégica”, declarou Vinícius.
O curso inicia as atividades com uma abordagem histórica sobre a origem e estrutura do Estado, segue para as transformações administrativas do Brasil e de Mato Grosso e continua com discussões sobre os fundamentos, objetivos e obrigações do Estado, finalizando com um debate a respeito do sistema político brasileiro.
Além disso, a formação também busca desenvolver habilidades como resolução de problemas com base em dados, visão sistêmica, governança, compreensão da estrutura organizacional do Estado, entre outras.
Os interessados podem se inscrever por aqui.
*(Com supervisão de Vitor Hugo Batista)
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
MP recomenda investigação no DAE após vídeo envolvendo presidente
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações.
A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades.
De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso.
O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos.
Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou.
Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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