MATO GROSSO
“Diziam que era um prédio condenado e sem jeito, e hoje temos 70% das obras prontas”, afirma governador
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes vistoriou, na manhã desta segunda-feira (30.09), o andamento das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, na MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger.
A unidade hospitalar recebe um investimento que chega a R$ 300 milhões, fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, que destina cerca de R$ 200 milhões, e o Governo Federal.
Durante a coletiva à imprensa, o governador destacou a importância da obra, que estava paralisada desde 2013 e foi retomada pela atual gestão, em 2020.
“Diziam que era um prédio condenado e que não tinha mais jeito, e hoje temos 70% das obras prontas. Nós fizemos um trabalho com a nossa secretaria de Infraestrutura e hoje nós vemos essa obra caminhando para o final”, afirmou Mauro.
O governador explicou que o projeto precisou ser modificado para oferecer uma infraestrutura adequada aos pacientes.
“Concluímos a atualização e revisão do projeto, preparando-o para a fase de licitação, com a valiosa colaboração da Universidade Federal de Mato Grosso. O novo hospital oferecerá mais leitos,l internações e cirurgias, uma expansão significativa em relação à estrutura anterior. A qualidade, a infraestrutura e o tamanho do novo hospital são muito superiores, com a inclusão de leitos, UTIs e uma estrutura moderna, oferecendo um atendimento de excelência à população”, pontuou.
O novo hospital tem 58,3 mil metros quadrados de área construída. A estrutura contará com oito blocos, 228 leitos de internação, 63 leitos de UTI (sendo 18 pediátricos e 25 neonatais), 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, além de outros equipamentos modernos.
O governador ainda destacou que a solução dada pelo Governo do Estado foi crucial para garantir a conclusão da obra, demonstrando o compromisso do estado em fazer a Saúde funcionar.
“O prazo previsto para a finalização é no final do primeiro semestre de 2025. As obras estão em um estágio bastante avançado, e será um belíssimo e grandioso equipamento para a saúde pública que, após a finalização, será entregue à Universidade Federal de Mato Grosso para o curso de medicina e devidos encaminhamentos”, concluiu.
Também estiveram presentes na vistoria o deputado estadual Gilberto Figueiredo, os secretários de Estado Marcelo Oliveira (Infraestrutura e Logística) e Laice Souza (Comunicação), além do reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Silva.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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