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Detran realizou mais de mil operações de fiscalização de trânsito em Cuiabá e VG em seis anos

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MATO GROSSO

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) realizou, desde o início da gestão, em 2019, 1.084 operações com foco em prevenir e coibir as infrações de trânsito cometidas por condutores e que acarretam riscos ao trânsito como um todo.

As operações ocorreram em Cuiabá e Várzea Grande, com apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e da Guarda Municipal de Várzea Grande.

Das ações realizadas, 57.331 veículos foram fiscalizados, dos quais 27.626 foram autuados.

As infrações mais registradas em flagrante foram de veículos não licenciados, sendo 10.302 autuações. Em seguida, condutores dirigindo sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com 5.580 autuações.

Na sequência das infraçõesmais recorrentes, pessoas dirigindo com calçados que não se prendem aos pés (2.599), condutores sem usar o cinto de segurança (2.071) e com a habilitação vencida há mais de 30 dias (1.197).

“Para coibir a prática de infrações de trânsito, a equipe de fiscalização do Detran está diariamente nas ruas de Cuiabá ou Várzea Grande, em pontos estratégicos das duas cidades, com o objetivo de agir preventivamente em prol da segurança viária, preservando a vida e a ordem pública”, reforçou o gerente de Operações de Trânsito do Detran, Joel Almeida de Sousa.

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Desde agosto de 2024, ações de cunho educativo, por meio da equipe da Coordenadoria de Ações Educativas, foram integradas às operações de fiscalização.

“Observamos a recorrência das infrações todos os meses e percebemos a necessidade de implementar, junto às operações, ações educativas para sensibilizar os condutores de práticas que colocam em risco a coletividade no trânsito”, destacou o presidente do Detran, Gustavo Vasconcelos.

Durante as ações, a equipe da Coordenadoria de Ações Educativas apresenta aos condutores um vídeo sobre a importância de usar o cinto de segurança, orientam a não falar/manusear o celular enquanto dirige, recomendam usar os dispositivos de retenção para crianças e entre outras normas essenciais para um trânsito mais seguro.

Conforme a diretora de Fiscalização e Educação para o Trânsito, Adriana Carnevale, as ações de fiscalização e educação buscam contribuir para a redução dos sinistros de trânsito e estão alinhadas às metas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), do qual o Estado de Mato Grosso é signatário.

Investimentos

O trabalho de fiscalização do trânsito vem se fortalecendo nos últimos seis anos com investimentos em capacitação, aquisição de etilômetros, rádios comunicadores, talonário eletrônico para confecção dos Autos de Infração, novo fardamento e novos contratos de locação de viaturas caracterizadas para a execução das operações.

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Somente na locação de viaturas operacionais, mais de R$ 1 milhão foram investidos. Os veículos são utilizados em ações de fiscalização de trânsito, como nas operações integradas Lei Seca, comandada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), na qual o Detran-MT também participa em 09 cidades do Estado – Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Nova Mutum, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.

Além disso, foram investidos cerca de R$ 700 mil na manutenção de aparelhos etilômetros e fardamento.

“Os investimentos são essenciais, uma vez que a atividade de fiscalização de trânsito é um importante instrumento para promover a mudança de comportamentos inadequados de condutores, reduzindo o número de sinistros, lesões e mortes no trânsito”, frisou o presidente, Gustavo Vasconcelos.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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