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Detran orienta motoristas quanto aos cuidados para uma viagem segura

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) orienta os motoristas que pretendem viajar durante o carnaval para checar itens de segurança do veículo e fazer o transporte adequado de crianças, animais e cargas.

Pneus, estepe, óleo do motor, freios, limpador de para-brisa e todo o sistema elétrico como faróis, lanternas, setas e piscas devem estar em perfeitas condições de uso antes de pegar a estrada. Alguns itens importantes e obrigatórios são a chave de roda, o macaco e o triângulo sinalizador.

Conforme gerente de Ações Educativas, Gresiella Almeida, o cinto de segurança deve ser utilizado durante todo o trajeto e as crianças devem ser transportadas nos assentos obrigatórios indicados conforme a faixa etária, como o bebê-conforto, cadeirinha, assento de elevação e demais equipamentos de segurança.

“É fundamental estar atento aos documentos do veículo, que precisam estar regularizados para evitar possíveis transtornos em barreiras de fiscalização de trânsito. A orientação é que o condutor esteja descansado e não ingira bebida alcoólica antes de pegar a direção do veículo. O sono e a embriaguez afetam os sentidos e aumentam os riscos de acidentes”, destaca.

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O transporte adequado de criança e animais também é uma preocupação. Crianças de 1 a 4 anos precisam ser acomodadas na cadeirinha. Entre 4 e 7 anos e meio e com até 1,45m de altura, devem circular sentadas no assento de elevação. Já crianças acima de 7 anos e meio e com altura superior a 1,45 metros, devem estar no banco de trás, com cinto de segurança.

Crianças de até 10 anos devem ser transportadas apenas no banco traseiro. No caso das motos, é proibido o transporte de criança menor de 10 anos ou sem condições de cuidar da própria segurança. O transporte de animais, como cães e gatos, deve ser feito com guia adaptada ou caixas específicas individuais de fixação ao veículo.

“A população deve prestar atenção às bagagens transportadas e tomar cuidado para não sobrecarregar o veículo com excesso de peso, além de não transportar objetos soltos dentro do carro, pois em uma frenagem mais brusca, os objetos podem se deslocar e causar lesões aos ocupantes do veículo”, explica Gresiella, que também pede atenção para a documentação em dia do motorista e do veículo.

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Outras dicas de segurança:

– Respeitar os limites de velocidade;

– Estar atento e respeitar a sinalização; 

– Utilizar o GPS somente no suporte do veículo;

– Ajuste no GPS ou som devem ser feitos com antecedência;

– Acenda os faróis do veículo se for trafegar em rodovias, mesmo durante o dia;

– Ao dirigir, utilize sempre calçados firmes aos pés;

– Se for trafegar em motocicletas, use sempre o capacete.

(Com supervisão de Lidiana Cuiabano e edição Rose Domingues)

Fonte: GOV MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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