MATO GROSSO
Detran-MT possui 140 unidades de atendimento presencial à população no Estado
MATO GROSSO
A população mato-grossense pode buscar por serviços do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) em 140 unidades de atendimento pelo Estado.
Em Cuiabá, além da sede, o Detran possui unidades descentralizadas de atendimento ao público na Capital instaladas no Goiabeiras Shopping, Galeria Itália, Shopping Estação, Posto de Atendimento na Assembleia Legislativa, Ganha Tempo do CPA, Ganha Tempo da praça Ipiranga e Vistoria Pesada.
Em Várzea Grande, a autarquia conta com serviços de veículos na 5ª Ciretran e com serviços de habilitação no Várzea Grande Shopping.
No interior do Estado o Detran possui 62 Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretran), resguardando o direito do cidadão mato-grossense de contar com os serviços do Detran mais próximos da sua localidade, evitando deslocamento a longas distâncias para realizar serviços de veículo e habilitação.
O diretor Regional de Suporte às Regionalizadas e Desconcentradas, Loester Rodrigo Marcal Siqueira, destaca que o Detran-MT vem trabalhando, nos últimos anos, na ampliação dos serviços pelo Estado bem como na melhoria do atendimento ao público, com reformas das unidades e investimentos em tecnologia para dar agilidade na prestação dos serviços.
Também como forma de desburocratizar e facilitar o acesso aos serviços do Detran à população, foram assinados termos de cooperação com prefeituras de 59 municípios, para implantação de serviços de veículos e habilitação em Agências Municipais de Trânsito.
“Hoje a população pode buscar serviços do Detran em unidades mais próximas a sua casa, seja na Capital ou no interior do Estado, até mesmo com a comodidade de fazer o serviço presencial de forma agendada, sem ficar em fila de espera. A expansão do atendimento ao público do Detran intensificada na atual gestão, em parceria com prefeituras, na oferta de serviços nas agências municipais, demonstra o compromisso do Governo do Estado em facilitar a vida do cidadão na busca por serviços do Detran em Mato Grosso”, ressaltou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
Para realizar serviços de forma presencial nas unidades do Detran, o cidadão pode agendar o atendimento pelo site oficial do órgão: www.detran.mt.gov.br.
Serviços que são feitos de forma presencial:
Abertura do processo para primeira CNH, mudança e adição de categoria da habilitação, processo de transferência de CNH de outro Estado, registro de estrangeiro, alteração de dados cadastrais (nome, nome de mãe, número de CPF) que precisam ser informados ao Senatran, coleta de imagem, vistoria veicular, alteração de característica do veículo, regravação e substituição de motor e regravação de chassi.
Em caso de dúvidas e informações sobre serviços e procedimentos, o cidadão pode entrar em contato com o canal de atendimento Disque-Detran pelo telefone (65) 3615-4800 ou pelo Whatsapp, por meio do número (65) 9 9933-9318.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Promotora defende ações integradas para atendimento em casos de TEA
A garantia dos direitos das pessoas com autismo ainda esbarra em desafios que vão do diagnóstico precoce ao acesso à educação inclusiva. O alerta foi feito pela promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower durante o programa de estreia do projeto “Diálogos com a Sociedade”, realizado na 52ª Exposul, em Rondonópolis (a 212 quilômetros de Cuiabá). Na entrevista, a integrante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) destacou que, apesar dos avanços na legislação, muitos direitos previstos em lei ainda não se traduzem em atendimento adequado e acessível para as famílias.Ao longo da conversa, a promotora apontou os principais entraves que dificultam a inclusão e o acesso a serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação. Também apresentou iniciativas desenvolvidas pelo MPMT para fortalecer as políticas públicas voltadas às pessoas com autismo, com foco na ampliação do acesso a tratamentos, na qualificação dos profissionais envolvidos e na construção de uma rede de atendimento mais eficiente.“Espero que a gente consiga, de fato, levar informação de qualidade para a sociedade de Rondonópolis e demonstrar que o Ministério Público cada vez mais tem tentado se articular com o poder público para buscar soluções consensuais para essas demandas que são estruturais”, iniciou a promotora de Justiça, coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Educação do MPMT.Conforme a entrevistada, as dificuldades enfrentadas pelas famílias começam ainda na obtenção do diagnóstico. Ela destacou a necessidade de capacitar profissionais e pediatras da atenção básica para identificar precocemente sinais do transtorno do espectro autista e encaminhar as crianças para terapias adequadas. “O ideal é que esses profissionais conheçam os questionários de identificação dos sinais para o transtorno e já comecem identificando sinais que podem indicar o transtorno do espectro do autismo. (…) A intervenção precoce impacta diretamente no prognóstico, na autonomia e na chance de serem pessoas independentes”, ressaltou.A promotora explicou que, apesar de a Lei Berenice Piana garantir atendimento multidisciplinar mesmo sem diagnóstico definitivo, a falta de especialistas faz com que muitas crianças permaneçam em filas de espera e percam a oportunidade de receber intervenção precoce, fator que influencia diretamente a autonomia e a qualidade de vida no futuro. Ela acrescentou que a oferta insuficiente de terapias no Sistema Único de Saúde (SUS) tem levado muitas famílias a recorrer à Justiça para assegurar o tratamento necessário.Na área da educação, a entrevistada afirmou que ainda há muito a avançar para garantir a inclusão plena dos estudantes com transtorno do espectro autista. Embora reconheça avanços registrados na atual gestão municipal, Patrícia Eleutério Campos Dower avalia que persistem desafios relacionados à qualificação dos profissionais e à compreensão das atribuições necessárias para atender esse público. “Tivemos melhorias significativas nesta última gestão em Rondonópolis, mas existe dificuldade em relação à formação dos profissionais para entenderem quais são efetivamente as suas funções e os direitos desses alunos”, destacou.A promotora também chamou atenção para a falta de profissionais de apoio e de recursos de comunicação aumentativa e alternativa para estudantes com maiores dificuldades de comunicação. Segundo ela, atualmente os profissionais de apoio da rede municipal são exclusivamente estagiários, e há casos de crianças sem acompanhamento devido à ausência de interessados nos processos seletivos. Patrícia Dower explicou ainda que, apesar da criação de um centro de estimulação pelo município, a iniciativa permanece restrita à área da educação.Nesse contexto, o MPMT ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) com o objetivo de promover a integração entre as políticas de educação e saúde, garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos e no atendimento às pessoas com autismo. Segundo a promotora, a iniciativa surgiu após o aumento expressivo de demandas judiciais individuais movidas por famílias em busca do acesso a direitos já assegurados por lei. A partir desse cenário, o Ministério Público instaurou, em 2021, um procedimento para acompanhar a execução das políticas públicas voltadas a esse público e identificar as fragilidades existentes na rede de atendimento.“A partir do ajuizamento da ação, obtivemos uma decisão liminar que continua em vigor. E continuamos buscando a conciliação para que os atendimentos sejam pensados de forma estruturada. Inclusive, hoje protocolei na ação documentos técnicos produzidos por profissionais que o MPMT procurou justamente para subsidiar o município em decisões mais assertivas e articular as políticas de educação e saúde”, revelou.Conforme Patrícia Dower, a ACP foi ajuizada em 2025 com base em dados coletados em 2024 e, desde então, houve um aumento significativo no número de judicializações, evidenciando a existência de uma grande demanda reprimida. “Temos uma quantidade muito grande de crianças sendo atendidas por clínicas particulares com bloqueios de recursos do município e do estado de Mato Grosso. São valores muito altos. Precisamos que o poder público se comprometa com as medidas coletivas para que a judicialização possa diminuir sem ofensa ao direito de atendimento. Esse acordo coletivo precisa ser o primeiro passo”, defendeu.Para finalizar, a promotora destacou o lançamento de um curso na modalidade de Educação a Distância (EaD), que trará orientações pedagógicas, conteúdos sobre comunicação aumentativa e alternativa ministrados por fonoaudiólogos e informações jurídicas apresentadas por membros do MPMT. “O curso será lançado dias 20 e 21 de agosto em Cuiabá, com transmissão pelo YouTube, e será disponibilizado a todos os 142 municípios que manifestarem interesse. Esperamos que seja o pontapé para os municípios formarem seus servidores e melhorem o atendimento dentro da política nacional de educação especial inclusiva”, contou.Exposul – O MPMT está presente na 52ª Exposul, em Rondonópolis, com ações de conscientização e uma edição especial do projeto Diálogos com a Sociedade. Até sexta-feira (7), as entrevistas ao vivo ocorrem em um estúdio instalado próximo à arena de rodeio do Parque de Exposições Wilmar Peres.Além disso, o Ministério Público promove uma exposição fotográfica em homenagem à memória de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, com o objetivo de sensibilizar os visitantes sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar a importância do engajamento permanente da sociedade na prevenção desses crimes.Outra iniciativa desenvolvida durante a feira é a instalação de placas com mensagens educativas e de conscientização nas mesas da praça de alimentação. Os materiais abordam temas de interesse social, como combate ao abuso infantil, violência doméstica, crime organizado, eleições, autismo, racismo, patrimônio público, combate à corrupção e preservação do meio ambiente.
Assista à entrevista na íntegra:
Fonte: Ministério Público MT – MT
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