CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Desembargadora Clarice Claudino encerra Semana de Práticas Restaurativas com palestra em Colíder

Publicado em

MATO GROSSO

A importância da promoção da cultura da paz nas mais diversas áreas de interação social e na solução de conflitos foi o tema da palestra da desembargadora Clarice Claudino da Silva, realizada na comarca de Colíder (650 km de Cuiabá, nesta sexta-feira.
 
Com a palestra a desembargadora, que atualmente também é presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), fez o encerramento da Semana de Práticas Restaurativas da Comarca de Colíder, realizada entre os dias 17 e 21 de outubro no município.
 
Em sua fala, durante a palestra, a presidente do NugJur ressaltou que a Justiça Restaurativa é pensada e desenvolvida para curar a vítima, o ofensor e a comunidade. “Nós perdemos o contato com aquilo que nos move, os sentimentos, estamos trazendo então técnicas e soluções ancestrais, que vêm desde os povos indígenas, para a pacificação social e que vão além da simples punição, do sentimento de vingança e da cultura do medo.”
 
“É muito prazeroso ver o empenho de todos, da juíza-coordenadora e da população de Colíder, que se envolveram de uma forma bastante positiva e compreenderam o alcance que tem a Justiça Restaurativa. Foi acima das nossas expectativas. Com isso, eles puderam absorver bem esses princípios para que a gente possa ter a esperança de que essa forma simples, mas muito eficiente de comunicação, se propague e vire moda”, explica a desembargadora Clarice Claudino da Silva. Veja
 
A Semana de Práticas Restaurativas em Colíder foi organizada pela coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juíza Giselda Andrade e pelo gestor, Rauny Viana, contando com mais de 700 pessoas participantes dos Círculos Restaurativo durante a semana, com a expressiva participação em escolas do município.
 
Ao final da cerimônia, 15 facilitadoras receberam das mãos da presidente do NugJur e das demais autoridades presentes no dispositivo o certificado de facilitadoras para o Círculo de Construção da Paz.
 
Para a juíza-coordenadora do Cejusc, Giselda Andrade, a semana proporcionou a semeadura da pacificação social na Comarca. “É um momento de muita alegria e felicidade. Sonhamos muito com esse momento de ver aqui as facilitadoras que se empenharam de uma forma grandiosa. Foi mágico. E esse momento agora veio a coroar toda dedicação para que esse trabalho seja desenvolvido no futuro.”
 
“A gente vê o sucesso dessas ações nas pessoas que participaram dos círculos. Nas escolas ao final das atividades a pergunta era sempre a mesma: ‘tem mais? Eu quero participar, quero também fazer parte desse trabalho.’ Então além da semeadura da paz, temos também a semeadura para facilitadores”, acrescenta a juíza.
 
Entre as facilitadoras certificadas estão representantes de vários segmentos da sociedade como: Escolas, Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público, Guarda Mirim Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar, além das secretarias de Assistência Social e Educação do município.
 
A facilitadora certificada e cabo de reserva do Exército, Genislei Martins de Oliveira Barreto, destacou a relevância da formação de facilitadora tanto para ela como para o município de Colíder, que neste momento tem percebido a necessidade de mais soluções para os conflitos. “Nós estamos vivenciando algumas demandas inclusive na rede de assistência social com alguns problemas ligados às crianças, adolescentes e famílias. E a gente vê no Círculo de Paz e na Justiça Restaurativa a solução de muitos problemas ligados ao diálogo e ao trabalho com as emoções. A expectativa agora é enorme. Já temos resultados fantásticos das pessoas que participaram dos círculos e agora poder ajudar a sociedade com mais essa experiência.
 
De acordo com a professora acadêmica de Direito, Edileuza Valeriana de farias, que participou do Círculo de Construção da Paz, a experiência evidencia que é muito importante a pacificação entre as relações. “O Judiciário com certeza será mais célere, as pessoas se entenderão mais e por consequência menos problemas acontecerão na sociedade. O Círculo de Paz foi fantástico, recomendo a todos que tiverem oportunidade, que participem dessa atividade. O sistema de pacificação, tanto no Judiciário, como em todas relações familiares e na sociedade de forma geral, precisam e deveriam participar de um Círculo de Paz como esse.”
 
Ações do NugJur em Mato Grosso – Com o apoio de parceiros, o NugJur e os Cejuscs já promoveram este ano a Semana de Práticas Restaurativas nas comarcas de Primavera do Leste, Campo Verde e Sinop.
 
E também estiveram em Nova Mutum, Paranatinga, Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Pontes e Lacerda, Chapada dos Guimarães, entre outros, levando as práticas da Justiça Restaurativa a gestores municipais, vereadores, secretários e diretores de escolas.
 
Além das ações nas Comarcas do interior do Estado, em setembro deste ano foi realizado o Seminário Estadual “Promoção e Cultivo da Paz – Práticas Restaurativas no Estado de Mato Grosso”, na sede do TJMT, em Cuiabá.
 
Destaque para Justiça Restaurativa na próxima Gestão – A desembargadora Clarice Claudino foi eleita presidente para a próxima gestão (2023/2024) do Tribunal de Justiça e assegurou que a Justiça Restaurativa será fortalecida a partir do próximo ano. “Não pretendo me afastar das atividades do NugJur. E pelo contrário, pretendo mobilizar todos os esforços que forem possíveis e canalizá-los para propagação vertiginosa dessa prática de pacificação social. O Poder Judiciário, embora tenha como atividade fim solucionar conflitos por meio da jurisdição, já assume o papel mais abrangente de pacificar e incentivar as pessoas a terem essa pacificação em si próprias.”
  
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição: primeira imagem – Fotografia colorida mostrando a desembargadora falando ao microfone com a plateia à frente. Na parede uma projeção de datashow com os dizeres: Nugjur. A Justiça Restaurativa como instrumento de paz social. Segunda imagem: fotografia colorida retratando as autoridades que participaram do evento. Em primeiro plano o público que assistiu à palestra. Terceira imagem: fotografia colorida retratando um círculo de paz. Ao centro imagens de objetos e frases utilizadas no círculo.
 
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Poder Judiciário funciona em regime de plantão neste fim de semana
Propaganda

MP MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

Publicados

em

A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros extingue incêndio em Poconé; número de focos de calor diminui em MT nesta quinta-feira (27)

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA