MATO GROSSO
Dados da ANTT apontam que obras do Governo de MT na BR-163 representam 28% dos investimentos em rodovias federais
MATO GROSSO
A Nova Rota do Oeste foi responsável por 28% de todo o investimento realizado pelas 31 concessionárias de rodovias federais do país em 2025. O dado consta em levantamento elaborado com base no Relatório de Gestão 2025 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), divulgado neste semestre, e evidencia a dimensão do programa de obras executado na BR-163 após o Governo de Mato Grosso assumir a gestão da concessionária.
Embora administre apenas 850,9 quilômetros de rodovia, representando 5,4% dos mais de 15 mil quilômetros concedidos pelo Governo Federal, a Nova Rota aplicou R$ 2,1 bilhões em obras e melhorias no último ano. No mesmo período, as 31 concessionárias federais investiram R$ 7,51 bilhões.
Na BR-163, os recursos foram destinados à duplicação da rodovia, reconstrução da pista existente, construção de dispositivos de segurança, como viadutos, pontes e passarelas, além da implantação de novos sistemas operacionais ao longo do trecho concedido.
Somente em 2025, foram entregues 130 quilômetros de pista duplicada, estabelecendo, pelo segundo ano consecutivo, recorde em volume de entregas do país. Em 2024, outros 100 quilômetros haviam sido concluídos, totalizando 230 km da rodovia duplicada. Ainda como parte das entregas do último ano estiveram o prédio administrativo da ANTT, em Sinop; três diamantes (viadutos), quatro passarelas para travessia de pedestres, três bases de atendimento ao usuário, dois quilômetros de via marginal e 100 quilômetros de pista antiga restaurada. Diante da qualidade do serviço realizado na BR-163, a Nova Rota recebeu o Prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras, concedido pela MOBA, reconhecimento que atesta a qualidade do pavimento e o conforto proporcionado aos usuários.
Na avaliação do diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, o ritmo dos investimentos posiciona a concessionária entre os principais vetores de expansão e modernização da infraestrutura rodoviária federal.
“Por ser uma rodovia responsável pelo escoamento de grande parte da produção agropecuária de Mato Grosso, a BR-163 desempenha um papel estratégico para a economia nacional. Agora, com o volume de investimentos e o avanço das obras, também se consolida como um exemplo de contribuição ao desenvolvimento logístico do país”, afirma.
Desde a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a consequente entrada do Governo de Mato Grosso na gestão da concessionária, a Nova Rota conduz um amplo programa de modernização da BR-163, principal corredor logístico do Estado.
Até 2029, a concessionária prevê a aplicação de R`$ 10,3 bilhões em obras de ampliação da capacidade da rodovia, implantação de estruturas voltadas à segurança viária e melhorias operacionais destinadas à redução dos acidentes. Os resultados já podem ser observados no trecho duplicado entre Diamantino e Nova Mutum, onde a redução no número de mortes chegou a 95% na comparação entre 2023, quando as obras ainda não haviam sido iniciadas, e 2025, após a conclusão dos trabalhos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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